Política

Presidente da Comissão de Promoção e Igualdade Racial da OAB-BA afirma que busca tornar ambiente inclusivo para mulheres negras

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“Estamos muito longe do que queremos, estamos longe do ideal. [Mas] estamos correndo esse caminho", Camila Carneiro  |   Bnews - Divulgação Bnews

Publicado em 23/07/2024, às 17h34 - Atualizado às 17h54   Alex Torres e Carolina Papa



A presidente da Comissão de Promoção e Igualdade Racial da Ordem dos Advogados do Brasil Bahia (OAB-BA), Camila Carneiro, afirmou que as mulheres negras advogadas buscam por um “sistema inclusivo, plural e equitativo”, durante a 4ª Conferência Estadual da Mulher Advogada, no Centro de Convenções.

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“Falar da Conferência da Mulher Advogada é falar da Mulher Negra Advogada. Nós estamos no julho das mulheres negras. Não teria espaço melhor para falar da pluriversalidade do que é ser mulher e também das mulheres negras advogadas assumir esse protagonismo, afinal, nos estamos no estado mais negro fora da África”, disse Camila Carneiro nesta terça-feira (23).

Para o BNews, Camila Carneiro ressalta que foi feita uma “programação intensa” para a reflexão sobre “o papel da mulher negra advogada dentro do sistema de justiça”. 

“Ao longo do mês de julho temos uma programação intensa de atividades como celebração, reverência, [isso [e] também uma forma de refletir o papel da mulher negra advogada dentro do sistema de justiça.Avançamos lentamente. Todas as questões de gêneros, e lutas de gênero são muito difíceis de serem encampadas”, acrescenta a jurista.

 A advogada destaca que “não tem como falar de gênero sem falar de raça”. Carneiro pontua que na OAB-BA ações afirmativas para mulheres e mulheres negras têm sido desenvolvidas para tornar o sistema mais inclusivo. 

“Quando fazemos a interseção de gênero e raça. No nosso sistema OAB, vamos tentando avançar com ações nesse sentido. A paridade de gênero e a equidade , cota racial é uma dessas ações afirmativas, ter uma Comissão de Igualdade Racial e ter uma comissão da advocacia negra focada nesse”, crava. 

“Estamos muito longe do que queremos, estamos longe do ideal. [Mas] estamos correndo esse caminho, lutando para que a gente, pelo menos, consiga ter esse sistema inclusivo, plural e equitativo. Como mulher negra e advogada, eu trouxe no painel as dificuldades e as possibilidades, perspectivas e estratégias para o sistema de justiça que enfrenta e combate [o racismo]. Não basta enfrentar e combater o racismo é preciso ter ações afirmativas de prevenção ao racismo Neste ambiente precisamos falar sobre todos os temas. Não tem como falar de gênero sem falar de raça”, finaliza. 

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