Política

Primo de Vorcaro usou carrinho de golfe para fugir da PF durante operação em paraíso baiano; veja

Divulgação/Terravista
Preso nesta quinta-feira, o primo de Vorcaro conseguiu fugir da PF em janeiro, durante operação realizada no Extremo Sul da Bahia  |   Bnews - Divulgação Divulgação/Terravista
Matheus Simoni

por Matheus Simoni

matheus.simoni@bnews.com.br

Publicado em 07/05/2026, às 08h40



Preso pela Polícia Federal na quinta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (7), o primo do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, teria fugido de uma outra ação dos agentes federais realizada em Trancoso, no Extremo Sul da Bahia. A informação consta na decisão obtida pelo BNews do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que determinou a prisão de Felipe Cançado Vorcaro.

Clique aqui e se inscreva no canal do BNews no Youtube

Segundo o magistrado, Felipe, que já havia sido alvo da PF em fases anteriores e cumpria medidas cautelares, fugiu da Polícia Federal no dia 14 de janeiro, durante a segunda fase da Compliance Zero. Os agentes cumpriam mandados de busca e apreensão no imóvel localizado no Condomínio Terravista, imóvel de alto padrão em Trancoso, quando acabaram registrando revelou que o investigado fugiu do local poucos minutos antes da chegada da Polícia Federal, em circunstâncias "absolutamente incompatíveis com uma saída ordinária".

O cenário encontrado — quarto aberto, ar-condicionado em funcionamento, roupas de cama desarrumadas e pertences pessoais deixados para trás — evidencia abandono abrupto do imóvel, sem qualquer indicativo de planejamento prévio regular. Contudo, paralelamente, verificou-se a ausência completa de dispositivos eletrônicos pessoais, notadamente aparelhos de telefonia e computadores, o que demonstra que a evasão foi acompanhada de retirada seletiva de objetos diretamente relacionados à investigação”, diz o trecho da decisão.

Felipe teria fugido por volta das 05h40 do local em um carrinho de golfe do empreendimento. Minutos depois, viaturas da Polícia Federal chegaram ao imóvel, mas não encontraram o investigado. Veja:

Decisão 1

Decisão 2

Segundo a PF, todos são investigados por suposta participação em operações financeiras fraudulentas que teriam como objetivo desviar recursos do sistema financeiro para o patrimônio pessoal da família através do banco. A decisão judicial também autorizou o bloqueio de bens, direitos e valores estimados em R$ 18,85 milhões.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)