Política
por Anderson Ramos
Publicado em 04/03/2026, às 09h11
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado decidiu cancelar a sessão desta quarta-feira (4). A decisão se deu por conta da prisão do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, que seria ouvido pela Comissão.
Além de Vorcaro, a CPI marcou também para a sessão desta quarta o depoimento de seu cunhado, o empresário Fabiano Zettel, também alvo da operação da PF, mas que ainda não foi localizado.
No entanto, a defesa de Zettel conseguiu um habeas corpus que desobrigava o empresário a comparecer. Os advogados já haviam informado que o seu cliente não iria à CPI. Na noite desta terça-feira (3), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, relator do caso Master na Corte, deu um habeas corpus retirando a obrigatoriedade.
Apesar de não informar nada à CPMI, Vorcaro já havia sinalizado que compareceria apenas à oitiva na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, marcada para o próximo dia 10.
Em sua decisão, Mendonça estabeleceu ainda que o deslocamento deverá ser realizado pela Polícia Federal em aeronave da própria instituição ou comercial de carreira, caso ele decidisse comparecer. Esse deve ser o rito seguido caso Vorcaro compareça a sessão da CAE marcada para o dia 10.
NOVA PRISÃO
A Polícia Federal cumpriu nesta quarta-feira (4) a prisão do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em mais uma etapa da Operação Compliance Zero, investigação que apura suspeitas de irregularidades na gestão da instituição financeira.
Esta é a primeira medida autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), desde que assumiu a relatoria do caso. Vorcaro já havia sido preso em novembro do ano passado, quando a primeira fase da operação foi deflagrada por ordem da Justiça Federal de Brasília. Na ocasião, ele permaneceu 11 dias no Centro de Detenção Provisória de Guarulhos (CDP2).
A nova prisão teve como base mensagens encontradas no celular do próprio investigado. O conteúdo extraído do aparelho aponta para a participação de Vorcaro em um grupo de WhatsApp chamado “A turma”, segundo o colunista Lauro Jardim, de O Globo. Nas conversas, segundo a PF, teriam sido discutidas ações contra pessoas vistas por ele como adversárias , entre elas jornalistas.
Os investigadores sustentam que, em pelo menos um episódio, houve aval explícito para a execução de um plano que previa simular um assalto como forma de intimidar uma das vítimas. A apuração indica que terceiros seriam contratados para encenar o crime e praticar atos de violência durante a falsa abordagem.
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