Política

Saiba qual deve a decisão de Hugo Motta sobre pedido de Eduardo Bolsonaro para exercer mandato dos EUA

Bruno Spada e Mario Agra / Câmara dos Deputados
Eduardo Bolsonaro alega perseguição política e pede para manter seu mandato enquanto está nos EUA desde o início do ano.  |   Bnews - Divulgação Bruno Spada e Mario Agra / Câmara dos Deputados
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 01/09/2025, às 12h03 - Atualizado às 12h03



O presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta (Republicanos) não deve acolher o pedido encaminhado pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL) para exercer o seu mandato à distância. As informações são da coluna Radar, da revista Veja. 

De acordo com a publicação, o pedido de Eduardo deve ser recusado por não encontrar respaldo no regimento interno da Câmara. 

O pedido do "filho 03" do ex-presidente Jair Bolsonaro foi encaminhado na semana passada para Motta. No documento, Eduardo pede para exercer o seu mandato como deputado dos Estados Unidos, onde está desde o início do ano para, segundo ele, fugir de uma perseguição política no Brasil. Ele já chegou a pedir licença do mandato e enfrenta ao menos quatro pedidos de cassação. 

No pedido para exercer o mandato de forma remota, Eduardo Bolsonaro diz que não reconhece as faltas registradas na Câmara. Ele alega estar nos EUA de maneira "forçada" e que Motta deve  garantir que a sua "representação parlamentar siga plenamente em vigor".

"Não reconheço falta alguma, não renuncio ao meu mandato, não abdico das minhas prerrogativas constitucionais e sigo em pleno exercício das funções que me foram conferidas pelo voto popular", escreveu.

Eduardo nos EUA

Eduardo vem se reunindo com representantes do governo dos EUA. Ele é apontado como um dos responsáveis pela decisão do presidente estadunidense, Donald Trump, por aplicar tarifas de 50% a produtos brasileiros que entram nos Estados Unidos. 

A articulação vem sendo feita para pressionar o Congresso Nacional a analisar a anistia aos condenados pela participação dos atos golpistas do dia 8 de janeiro de 2023 e do ex-presidente Jair Bolsonaro, que começa a ser julgado pela Primeira Turma do Supremo Federal por tentativa de golpe de Estado. 

No último dia 20, a Polícia Federal indiciou Jair e Eduardo Bolsonaro por tentar influenciar nos  processos que tramitam no STF através do tarifaço de Trump ao Brasil.

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