Política

“Toda grande obra causa impacto”, diz diretor do INEMA sobre a Ponte Salvador–Ilha de Itaparica

Anderson Ramos/Bnews
Diretor do INEMA destaca que medidas estão sendo adotadas para reduzir efeitos negativos da obra na região  |   Bnews - Divulgação Anderson Ramos/Bnews
Analu Teixeira e Anderson Ramos

por Analu Teixeira e Anderson Ramos

Publicado em 14/02/2026, às 12h32



O diretor do INEMA, Eduardo Topázio, afirmou que o governo estadual mantém reuniões periódicas com moradores da Ilha de Itaparica para reduzir os impactos ambientais e sociais provocados pela construção da Ponte Salvador–Ilha de Itaparica. Segundo ele, obras desse porte inevitavelmente causam mudanças, mas estão sendo adotadas medidas para diminuir efeitos negativos e ampliar os benefícios para a população.

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Toda obra de grande porte causa algum tipo de impacto ambiental e social. A grande questão é que a ponte também vai facilitar a locomoção das pessoas, que não vão depender mais do ferry-boat, e isso traz uma vantagem econômica muito grande para a Bahia, explicou ao Bnews

Topázio reconheceu que haverá aumento da circulação de veículos e ampliação de vias, porém garantiu que os efeitos estão sendo monitorados continuamente pelo Estado.

“Tudo isso está sendo metricamente monitorado e avaliado pelo Governo do Estado. Temos reuniões periódicas, inclusive com a Procuradoria-Geral do Estado, ouvindo as comunidades daquela região para mitigar e reduzir os impactos.”

O gestor destacou ainda que o projeto, uma parceria público-privada para criar um novo eixo rodoviário entre Salvador e o Recôncavo, deve reduzir distâncias e custos de deslocamento hoje feitos por ferry e rotas mais longas, além de estimular a economia regional.

Apesar disso, ele afirmou que podem existir ajustes em medidas complementares para proteção ambiental e social, embora o traçado principal não deva sofrer alteração.

“Modificações na linha viária provavelmente não, porque será uma ampliação sobre o eixo existente. O que pode acontecer são medidas adicionais para proteger comunidades, recuperar áreas degradadas e garantir que a ilha continue propícia ao turismo e ao lazer.”

O diretor ressaltou atenção especial às comunidades tradicionais, consideradas mais vulneráveis diante da transformação urbana.

“A obra prevê investimento social justamente para fortalecer essas comunidades que podem ficar fragilizadas.”

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