Política

Vereador bate de frente com APLB e exige a volta dos professores: "Vão ficar até o final do ano?"

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Vereador denuncia briga interna na APLB que gera impasse para término da greve  |   Bnews - Divulgação Devid Santana / BNews
Yuri Pastori

por Yuri Pastori

yuri.pastori@bnews.com.br

Publicado em 08/07/2025, às 11h27 - Atualizado às 11h28



O vereador Jorge Araújo (PP) denunciou no programa Bafafá da rádio Baiana (89,3 FM) uma briga interna no Sindicato dos Trabalhadores em Educação (APLB) em relação à greve dos professores. O edil caracterizou o movimento, que já se arrasta há mais de dois meses e foi considerado ilegal pela Justiça, como político. 

Ninguém aqui é menino para saber que muitas das vezes se torna um fato político, porque as pessoas gostam de aparecer e fazendo isso, com certeza elas criam um limo ali dentro do sindicato, das pessoas que estão ali. E isso é fato. Eu estava lá no dia que eles invadiram, e é interessante falar sobre isso, que logo na sequência da invasão, quem apareceu lá foi o Kléber Rosa e depois quem apareceu foi o deputado estadual Hilton Coelho, inclusive cercado de seguranças", afirmou.

"A prova está lá para quem quiser enxergar e bem entender, há uma briga interna dentro do pessoal, há uma briga interna na APLB e todo mundo sabe disso. Resta só enxergar e acabou. A realidade é essa", disparou. O vereador demonstrou preocupação com a evasão escolar.

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Enquanto isso, as crianças, os alunos que precisam, tem criança aí, bicho. Vou lhe dizer aqui que depois que o Ministério Público aí entendeu que a prefeitura tem que dar comida, a prefeitura só pode oferecer comida para quem vai pra escola. Mas não é todo mundo que está indo para a escola. A evasão escolar depois de dois meses de greve aí vai chamar a atenção, porque coitado, a mãe conseguiu se estruturar de uma forma que ela vai dizer assim: 'Não, eu já me estruturei aqui, se eu botar meu filho de volta pra escola, eu vou, não tenho como fazer'. E isso é fato", disse .

Araújo fez um apelo para que os educadores voltem as salas de aula. "Quantas mães solos não tem aí, mães solteiras que muita das vezes deixa o filho na escola em tempo integral, vai guerrear, vai trabalhar, isso é de responsabilidade muito grande, mas muito grande mesmo. Se quiser pipocar, bater, bata, faça o que vocês quiserem. Mas isso já me encheu o saco, não só o meu, mas como também já de todo mundo. Tem uma hora que você tem que ceder. A realidade é essa. Vão ficar até o final do ano? É, até o final do ano? A realidade é essa, pelo amor de Deus", questionou.

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