Salvador

Ambulantes do Pelourinho denunciam perseguição e pedem que prefeitura libere pontos de trabalho

Reprodução/ RecordTV Itapoan

O grupo é formado por cerca de 75 pessoas

Publicado em 03/12/2021, às 13h59    Reprodução/ RecordTV Itapoan    Redação BNews

Ambulantes do Pelourinho realizaram uma manifestação nesta sexta-feira (3) para reclamar da ação de um empresário e da prefeitura de Salvador, que estariam impedindo o trabalho deles. O grupo, formado por cerca de 75 pessoas, alega que, desde a requalificação no local, não consegue trabalhar.

“Pra mim está sendo muito difícil. Parei por um ano por causa da pandemia. Quando consegui voltar, só trabalhei uma semana no meu ponto. Tenho licença e estou em dia com a prefeitura. O dono de um restaurante vinha me perseguindo e o coordenador da SEMOP disse que ele entrou pelos meios legais. Trabalho no Centro Histórico há mais de 30 anos, tenho clientes certos”, reclamou uma baiana.

Os manifestantes disseram que equipes da prefeitura avisaram que, quem botar as barracas, terá o material retirado. “Queremos trabalhar, pagar nossas dívidas. Somos licenciados. Estamos paradas há dois anos. Quero ver quem vai indenizar a gente. Está todo mundo passando fome”, disse outra ambulante.

Procurada pela reportagem, a Secretaria Municipal de Ordem Pública (SEMOP) disse ao BNews que, com a requalificação do Terreiro de Jesus, promovida pela prefeitura em 2019, foi realizado também o ordenamento do comércio informal no local. “Os trabalhadores que não puderam permanecer no espaço foram relocados para a área da Praça da Sé e em negociação ficou acordado que eles vão receber, cada trabalhador, duas mesas e quatro cadeiras, no sentido de oferecer padronização e mais conforto na realização do trabalho. As medidas foram acordadas entre a Secretaria Municipal de Ordem Pública e os próprios ambulantes”, afirmou o órgão.

A pasta destaca que essa é uma das etapas do processo de requalificação e ordenamento do comércio ambulante em todo o Centro Histórico. “Todas as medidas são realizadas mediante estudos prévios e com a garantia de que não haverá prejuízos para os permissionários e comerciantes, que são relocados para áreas próximas do antigo local de atuação”, acrescentou a secretária da SEMOP, Marise Chastinet.

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