Salvador

Após estudo, Iphan pede desocupação de estacionamento da Pupileira; entenda

Divulgação / Arqueólogos Consultoria e Pesquisa Arqueológica
Estudos apontam que 100 mil pessoas que teriam sido enterradas em um antigo cemitério de escravizados na Pupileira  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Arqueólogos Consultoria e Pesquisa Arqueológica
Mariana Cedrim

por Mariana Cedrim

Publicado em 27/10/2025, às 23h02



Para preservar a memória histórica das mais de 100 mil pessoas que teriam sido enterradas em um antigo cemitério de escravizados no local, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) pediu a desocupação do estacionamento frontal do Complexo da Pupileira, no Campo da Pólvora, em Salvador. 

De acordo com estudos realizados entre os dias 13 e 23 de maio deste ano e apresentados no Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), materiais e fragmentos ósseos humanos considerados potenciais vestígios do antigo cemitério foram encontrados no estacionamento.

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A arqueóloga Jeanne Almeida, que liderou as pesquisas, destacou que é um tema de relevância para a formação da memória social e coletiva da Bahia e do país: "Estamos falando de séculos em que pessoas foram retiradas de seu território de maneira forçada para serem escravizadas e que tiveram seus laços quebrados e memórias apagadas".

O Iphan defende a criação de um memorial para preservar a memória histórica das pessoas enterradas na área ao longo de 175 anos, em sua maioria que viviam à margem da sociedade, como pobres, indigentes, escravizados, e insurgentes, como os líderes da Revolta dos Malês.

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