Salvador
Os estudantes do Colégio Estadual de Tempo Integral Paulo Freire, antigo Colégio Modelo, localizado no bairro de Santa Mônica, denunciaram problemas estruturais na unidade após um aluno sofrer uma convulsão dentro da sala de aula, nesta quinta-feira (12). Segundo relatos de alunos, o calor nas salas, provocado pela falta de climatização adequada, tem afetado a rotina escolar.
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Em entrevista ao BNews, uma estudante de 18 anos, que preferiu não se identificar, afirmou que os problemas com os aparelhos de ares-condicionados começaram ainda em 2024. De acordo com ela, apenas as salas do terceiro andar contavam com os equipamentos funcionando até que uma queda de energia teria comprometido o sistema elétrico da escola.
A aluna relatou que a direção informou, na época, que seria realizada uma reforma na unidade. As obras teriam começado no fim de 2025, mas, segundo os estudantes, a situação ainda não foi resolvida e tem provocado prejuízos às atividades escolares.
“Em 2024 só havia ar-condicionado no terceiro andar, mas em um certo dia a eletricidade não aguentou e causou uma queda de luz. A secretaria disse que haveria uma reforma. No final de 2025 começaram as obras, mas desde então os alunos do Paulo Freire estão sendo prejudicados com falta de aulas. Agora estamos tendo só 40 minutos de aula porque os professores pediram a redução por causa do calor. Os ventiladores não estão dando conta”, afirmou.
A estudante também disse que os alunos buscaram informações com a direção sobre a previsão para o funcionamento do sistema de climatização. Segundo ela, a escola informou que a demora estaria relacionada a procedimentos envolvendo a Neoenergia Coelba.
Ainda de acordo com o relato, o aluno que passou mal teria permanecido no chão por mais de 15 minutos enquanto colegas e duas professoras tentavam prestar ajuda.
“Hoje um aluno da minha sala sofreu uma convulsão e se acidentou. Funcionários não se dispuseram a ajudar, mesmo com os alunos pedindo socorro. Ele ficou mais de 15 minutos no chão com colegas e duas professoras ajudando. Uma funcionária disse que ‘não tinha o que fazer’. Não conseguimos chamar ambulância porque a infraestrutura do colégio é péssima e não tem sinal”, disse.
Nas redes sociais, o perfil do terceiro ano da instituição divulgou uma nota de repúdio denunciando a situação enfrentada por estudantes e professores. No texto, os alunos afirmam que episódios de mal-estar têm sido frequentes por causa do calor nas salas de aula.
“Com frequência presenciamos alunos passando mal devido ao calor excessivo dentro das salas. No início de 2024, os aparelhos de ar-condicionado deixaram de funcionar em praticamente todas as salas, permanecendo em funcionamento apenas na secretaria. Até hoje aguardamos a conclusão da reforma e a normalização do sistema de climatização”, diz trecho da nota.
Os estudantes também pediram providências à Secretaria da Educação do Estado da Bahia para melhorar as condições da escola e garantir estrutura adequada para alunos e funcionários.
Confira a nota da Secretaria da Educação do Estado da Bahia ao BNews:
"A Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) informa que um estudante do Colégio Estadual de Tempo Integral Paulo Freire apresentou mal-estar nas dependências da unidade escolar.A equipe da escola acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e comunicou os responsáveis. O estudante foi atendido e encaminhado para o Hospital Geral Roberto Santos, onde recebeu avaliação médica e foi medicado. A SEC acompanha o caso e reforça que todas as providências necessárias foram adotadas para garantir o atendimento adequado ao estudante"
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