Salvador
Próximo de completar um mês, a greve dos professores da rede municipal de Salvador, que começou no dia 6 de maio, continua mobilizando profissionais da sala de aula e responsáveis das crianças. Nesta manhã de quarta-feira (4), em frente a Escola Municipal Martagão Gesteira, no bairro Engenho Velho de Brotas, a comunidade de pais e mães de alunos, além dos professores, fizeram uma manifestação pelo piso salarial dos educadores.
A professora Luiza contou ao BNews, em um vídeo enviado à redação, falando sobre o protesto: “As famílias não querem biscoito com suco, as famílias querem merenda digna, as famílias querem uma escola digna, educação pública de qualidade”. Ela ainda destacou que tem escola sem professor:
"Tem que abrir concurso público, porque muitas escolas estão com falta de professores, principalmente aqui também, na Martagão Gesteira, e outras escolas também. concurso público, revogação dessa lei absurda que destruiu o nosso plano de carreira", afirmou a manifestante.
A professora continua com o apelo: "Quem é responsável por toda essa educação de qualidade, é essa equipe aqui. Somos nós, os professores que estão nas salas de aulas, com as famílias, com os filhos do povo. E os filhos do povo merecem qualidade, merecem uma educação de qualidade, porque só os filhos deles têm direito a uma escola com conforto. Os filhos do povo também querem conforto, também querem estrutura. A nossa escola não tem quadra para fazer as atividades físicas. Muitas salas aí quentes, não tem conforto, não tem uma estrutura adequada, material adequado".
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Mesmo com a permanência da greve, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) reforçou a decisão que considera ilegal a mobilização grevista dos servidores da educação de Salvador. O juiz Adriano Augusto Gomes Borges, relator da Seção Cível de Direito Público, determinou o aumento da multa diária aplicada à APLB-Sindicato, que representa a categoria, elevando o valor para R$ 100 mil.
Assista ao vídeo:
Além da penalidade financeira, a Justiça autorizou o bloqueio dos repasses de contribuições sindicais, atendendo ao pedido da Prefeitura de Salvador. A decisão foi motivada pela continuidade do movimento grevista, mesmo após a concessão de uma liminar que determinava o retorno imediato às atividades no prazo de 24 horas.
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