Salvador

Venda do Antigo Centro de Convenções encerra uma década de impasses e abandono

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Antigo Centro de Convenções da Bahia foi arrematado em leilão nesta segunda-feira (20)  |   Bnews - Divulgação BNews
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 23/07/2026, às 17h38



A história do Antigo Centro de Convenções da Bahia finalmente ganha um novo capítulo. O equipamento, que permaneceu fechado por mais de uma década, como uma carcaça entre os bairros do Stiep e Jardim Armação, foi arrematado em leilão por um consórcio liderado pelo Grupo André Guimarães, em parceria com a Pilar Empreendimentos Imobiliários.

Com um lance de R$ 138 milhões, a venda encerra uma longa espera e devolve ao mercado um dos terrenos mais valorizados de Salvador. A expectativa do mercado é que o espaço dê lugar agora a um empreendimento residencial, o que ainda não foi confirmado pelos novos donos e ainda iria precisar de uma modificação no zoneamento da área.

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O equipamento foi inicialmente interditado em maio de 2015, por falta de manutenção e falhas em itens de segurança. Em setembro do ano seguinte, parte da fachada e estrutura desabou, deixando três pessoas feridas. Desde então, o centro permanecia sem destinação. 

Enquanto isso, o abandono transformou o espaço em um problema para a cidade. O imóvel foi alvo de invasões, furtos e atos de vandalismo. Moradores da região também relatavam que a área era usada como rota de fuga por criminosos, aproveitando a estrutura abandonada.

Ao longo desse período, o governo anunciou projetos, falou em reconstrução, cogitou um novo equipamento em outra região e prometeu demolir a estrutura. Nada saía do papel, porque o terreno enfrentava uma série de entraves.

O primeiro grande obstáculo para a venda surgiu na Justiça do Trabalho. O imóvel acabou penhorado para garantir o pagamento de dívidas trabalhistas da antiga Bahiatursa. Enquanto esse processo não era resolvido, a venda ficava comprometida. Outro entrave apareceu quando o Estado identificou que parte do terreno pertencia à Prefeitura de Salvador. O acordo firmado definiu que 35% do valor arrecadado no leilão será destinado ao município, embora esse entendimento ainda dependa de reconhecimento judicial.

A estrutura abandonada e uma área do próprio terreno também afastaram potenciais investidores. O governo do estado precisou solucionar isso no edital de leilão. A área de  71 mil metros quadrados de Preservação Permanente,  que pertencia ao terreno, foi retirada da venda, evitando que o comprador pagasse por uma área onde não poderia construir. Além disso, o governo autorizou que os custos para desmontar a estrutura metálica, estimados em R$ 54 milhões, sejam abatidos do valor da arrematação.

Em conversa com o BNews,o Secretario da Administração da Bahia, Rodrigo Pimentel, comprou a  venda e  destacou o trabalho do governo do estado para que a compra  do imóvel se tornasse mais atrativa depois de 10 anos. 

Nossa expectativa é que eles iniciem a demolição do imóvel, tem um prazo para isso, oito meses para demolir, mais oito meses para fazer a limpeza. Fizemos ajustes no edital que trouxeram maior atratividade para o imóvel e tivemos um bom desfecho. Com relação à destinação, a arrematante vai precisar procurar os órgãos municipais para poder aprovar eventuais projetos. Que eles desenvolvem ali um novo empreendimento, dando uma melhor destinação para aquele local”, afirmou.

Além de retirar da paisagem um dos maiores esqueletos urbanos de Salvador, a venda também terá impacto nos cofres públicos. Os recursos arrecadados serão destinados ao Fundo Previdenciário dos Servidores do Estado.

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