Saúde
Publicado em 19/05/2025, às 21h28 Dan Gama
Uma pesquisa publicada pela revista Ciência Rural, identificou a presença da bactéria patogênica Listeria monocytogenes em 7,3% das amostras de alimentos como queijos, carnes de frango e embutidos. O dado mais alarmante foi a contaminação em 84% das amostras de carne mecanicamente separada de frango — matéria-prima comum em alimentos processados.
A pesquisa foi conduzida por especialistas da Universidade Federal de Goiás (UFG), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Ceres (GO). Foram analisadas 248 amostras de carnes, laticínios, miúdos e equipamentos industriais em sete estados brasileiros.
Apesar da presença da bactéria nos alimentos, os equipamentos industriais, como embutidoras, desossadoras, tanques e prensas, não apresentaram contaminação.
“Nos surpreendeu a ausência da bactéria nas amostras de equipamentos, considerando registros frequentes em outras partes do mundo”, afirmou Daniel Lucino, pesquisador da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp e um dos autores do estudo.
A Listeria monocytogenes causa a listeriose, uma infecção alimentar rara, mas grave, especialmente em grupos de risco como gestantes, recém-nascidos, idosos e imunocomprometidos. Nos Estados Unidos, estima-se que ocorram 1.600 casos por ano, resultando em mais de 260 mortes. No Brasil, a doença é subdiagnosticada e subnotificada, e não há registros oficiais do Ministério da Saúde.
Atualmente, a legislação brasileira estabelece padrões microbiológicos apenas para produtos prontos para o consumo. Para Lucino, os resultados indicam a necessidade de revisão dessas normas, especialmente no que diz respeito à carne mecanicamente separada de frango, que apresentou altos índices de contaminação.
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