Saúde
O Carnaval se tornou, tradicionalmente, um período de muita pegação. Seja na avenida ou em camarotes, é comum ver desconhecidos trocando beijos e até carícias mais quentes entre um trio e outro. Porém, é importante ficar atento e redobrar os cuidados com as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) para além do verão.
As infecções são transmitidas principalmente através do contato sexual desprotegido, mas é importante destacar que algumas podem ser passadas apenas pelo contato entre peles, sem a necessidade de penetração.
Existem diversos tipos de IST. As mais conhecidas são:
De acordo com o Ministério da Saúde, as infecções aparecem, principalmente, no órgão genital, mas também podem surgir em outras partes do corpo, como palma das mãos, olhos ou língua. Elas podem se manifestar por meio de feridas, corrimentos e verrugas anogenitais, entre outros possíveis sintomas, como dor pélvica, ardência ao urinar, lesões de pele e aumento de ínguas.
Ao perceber qualquer sinal ou sintoma, deve-se procurar o serviço de saúde, independentemente de quando foi a última relação sexual.
Formas de prevenção
A camisinha, apesar de ser a principal forma de proteção, não é a única. Estar com as vacinas em dia e fazer testes, principalmente se houver relação sexual desprotegida, é de extrema importância.
O Sistema Único de Saúde (SUS), além de distribuir preservativos de forma gratuita, também oferece métodos que ajudam com os cuidados relacionados aos direitos sexuais e reprodutivos, como anticoncepcional injetável mensal, anticoncepcional injetável trimestral, minipílula, pílula combinada, diafragma, pílula anticoncepcional de emergência (ou pílula do dia seguinte) e o Dispositivo Intrauterino (DIU).
Vacinas contra HPV e hepatite B
O papiloma vírus humano (HPV) é uma IST que pode provocar câncer do colo do útero, pênis, região anal, orofaringe e verrugas genitais.
Público que pode se vacinar:
A hepatite B, por sua vez, é altamente transmissível nas relações sexuais desprotegidas. Além da camisinha, é necessário se prevenir tomando as três doses da vacina, que está disponível pelo SUS. Depois da primeira dose, o paciente deve tomar a segunda dose um mês depois e a terceira dose 6 meses após a primeira.
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