Saúde

BNews Summer: Especialista explica como usar repelente corretamente em crianças durante o verão

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De acordo com Fabíola La Torre, coordenadora médica da Linha Pediátrica do Hospital e Maternidade São Luiz Osasco, nem todos os repelentes são indicados para crianças de qualquer idade  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Redação BNews

por Redação BNews

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Publicado em 19/02/2025, às 19h33



Durante o verão, com o aumento das chuvas, cresce a preocupação com as arboviroses, como dengue, zika e chikungunya, doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Por isso, para tentar evitar picadas de mosquitos, o uso de repelentes é uma das principais formas de proteção, principalmente para crianças. No entanto, além de escolher os produtos adequados, também utilizá-los corretamente. 

De acordo com Fabíola La Torre, coordenadora médica da Linha Pediátrica do Hospital e Maternidade São Luiz Osasco, da Rede D'Or, nem todos os repelentes são indicados para crianças de qualquer idade. "Para bebês menores de seis meses, a recomendação é evitar o uso de repelentes químicos e apostar em barreiras físicas, como roupas compridas e mosquiteiros", explicou. 

Segundo ela, dos seis meses a dois anos de idade, o ideal é continuar evitando o repelente. “Se houver necessidade, prefira usar o produto na roupa da criança antes de vesti-la. Opte por repelentes à base de permetrina, menos tóxico do que o DEET”, orientou a médica. 

Para crianças acima de dois anos, a recomendação da especialista é uso de repelentes à base de DEET, Icaridina ou IR3535, mas com restrições. "O DEET deve ter concentração máxima de 10% e o de Icaridina, até 25%”, destacou. 

Algumas recomendações são indispensável para garantir a eficácia e segurança do repelente. “O ideal é aplicar o produto apenas nas áreas expostas do corpo, evitando mãos, olhos e boca. Também não se deve passar por cima de ferimentos ou usar em excesso", alertou a profissional. 

O repelente deve ser aplicado conforme o tempo de duração indicado na embalagem, principalmente em dias de calor intenso ou após contato com água. “Outros repelentes naturais, como citronela e andiroba, podem ser usados, mas a sua eficácia é baixa”, pontuou Fabíola. 

Se a criança apresentar sintomas como irritação na pele, vermelhidão, coceira intensa, dificuldade para respirar ou tontura depois de usar o repelente, é importante suspender a aplicação e procurar atendimento médico imediatamente. "Esses sinais podem indicar uma reação alérgica ou intoxicação, e a avaliação de um profissional é fundamental para evitar complicações", afirmou Fabíola. 

Em casos emergenciais, como a ingestão de repelentes ou inseticidas, é possível acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), pelo 192, ou o Disque-Intoxicação, pelo 0800-722-6001.  

Classificação Indicativa: Livre

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