Saúde

Conselheiro do CFM fala sobre prescrição da tirzepatida: "O que se vende é a consulta e o tratamento"

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O infectologista reforçou que a prescrição é legalizada no Brasil amparada por resoluções da Anvisa  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Freepik
Bernardo Rego

por Bernardo Rego

Publicado em 30/11/2025, às 18h00



O conselheiro federal de medicina por São Paulo, Francisco Cardoso, falou a respeito da prescrição da tirzepatida medicamento utilizado para tratar diabetes e ajudar no emagrecimento.

O infectologista reforçou que a prescrição é legalizada no Brasil amparada por resoluções da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pontuou que o tratamento precisa ser individualizado. Além disso ressaltou que o paciente é livre para comprar na farmácia que quiser.

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"A prescrição é permitida desde que o insumo farmacêutico ativo seja de origem sintética e o medicamento industrializado registrado no Brasil tenha a mesma molécula", alertou o infectologista.

O médico explicou ainda que o profissional da medicina pode aplicar a tirzepatida e outros medicamentos por via subcutânea, IV, oral ou tópica desde que haja base científica, liberdade do paciente para escolher onde receber, estrutura licenciada, respeito às regras sanitárias, medicamentos com origem lícita e sem conflito de interesses.

"O que se vende é a consulta e o tratamento. Nunca o remédio. Isso é ética médica", frisou o médico. Cardoso também salientou que o Conselho Federal de Medicina (CFM) permite a publicidade tanto para o médico pessoa física como para clínica e hospitais que são pessoas jurídicas.

"Aquilo que um hospital pode divulgar, o médico também pode, desde que seja verdadeiro, ético, sem promessas de resultado e compatível com a estrutura real do serviço", afirmou o infectologista.

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