Saúde

ERRO MÉDICO: Hospital das Clínicas comete equívoco em diagnóstico e submete paciente a quimioterapia; entenda

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Paciente passou por quimioterapia em 2020; confira detalhes  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Freepik
Vagner Ferreira

por Vagner Ferreira

Publicado em 11/10/2025, às 08h30



O Hospital das Clínicas da Universidade de Campinas (Unicamp), no interior de São Paulo, errou no diagnóstico e submeteu um paciente a uma quimioterapia sem que houvesse a necessidade, conforme informações do portal Uol. O Governo do estado foi condenado a uma indenização de R$ 50 mil por danos morais.

O primeiro diagnóstico foi constatado em biópsia da lesão óssea, conforme aponta laudo feito pelo Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo (Imesc) e que foi anexado ao processo. Em 2020, o paciente passou por tratamento com quimioterapia. 

Entretanto, em seguida, novas avaliações médicas detectaram que ele nunca teve câncer e o exame foi alterado para "inconclusivo para o diagnóstico de linfoma não Hodgkin, sendo considerado infiltração linfocitária atípica por provável doença autoimune".

"O periciando não foi tratado de acordo com a prática medica usual por diagnóstico equivocado do serviço de anatomia patológica, o qual consta que não teria informação prévia de que o periciando era portador de doença auto imune, sendo que foi feito diagnóstico equivocado de linfoma não Hodgkin baixo grau de malignidade, imunofenotipagem B", informou o laudo do Imesc, segundo aponta a reportagem. 

O paciente sofreu efeitos colaterais graves, como fortes dores, náuseas e neutropenia febril, devido a um tratamento agressivo e sem necessidade, segundo aponta o advogado. O valor pedido na justiça foi de R$ 250 mil por danos morais em processo contra a Fazenda Pública do Estado de São Paulo. Este, no entanto, está responsabilizando Unicamp, por se tratar de uma autarquia autônoma. O juiz Francisco José Blanco Magdalena, da 2ª Vara da Fazenda Pública, por fim, atribuiu o ocorrido ao Estado. 

"É inegável o profundo abalo psicológico e o sofrimento físico impostos a um indivíduo que recebe um diagnóstico de câncer e é submetido a um tratamento agressivo como a quimioterapia, para depois descobrir que tudo foi um equívoco", disse o magistrado, segundo o Uol. 

"O autor foi exposto não apenas aos severos efeitos colaterais do tratamento, como náuseas, dores e a perigosa neutropenia febril, mas também à angústia, ao medo e à incerteza inerentes ao diagnóstico de uma doença tão grave", continuou.

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