Saúde

Especialista explica o que é necessário para se tornar doador de órgãos; confira

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BNews entrevistou especialista no assunto para entender o que é necessário para doação de órgãos  |   Bnews - Divulgação Ilustrativa/Freepik
Maycol Douglas

por Maycol Douglas

maycol.douglas@bnews.com.br

Publicado em 26/09/2024, às 06h00



A doação de órgãos costuma ser assunto delicado no Brasil, mas a cada dia que passa, tem se tornado um assunto abordado com mais profundidade pela população brasileira, que tem se interessado pela temática e suas importâncias.

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Mas você já se perguntou o que é necessário para se tornar um doador de órgãos? Para responder essa dúvida, o BNews entrevistou o doutor Maurício Cerqueira (CRM-30055), coordenador médico da UTI do Hospital Metropolitano.

De acordo com dados levantados pelo Ministério da Saúde, cerca de 40 mil pessoas aguardavam pela doação de um órgão no Brasil em 2023, a maior demanda dos pedidos era pela doação de um rim.

Segundo o coordenador médico, para a pessoa que deseja se tornar um doador de órgãos, a principal decisão é comunicar a vontade para familiares. “Não é necessário nenhum documento expresso, mas o mais importante é deixar todos os familiares cientes do seu desejo. Para, caso você venha a falecer, estarem cientes. Não é necessário, de fato, um papel, um documento, um registro de cartório, mas é basicamente deixar os familiares cientes que você deseja ser um doador de órgãos", explicou.

O doutor também confirmou que não existe nenhum preparo específico para ser um doador de órgãos, entretanto, há casos de pessoas que não possam ser. “Tem casos gerais que são basicamente infecções, então se a pessoa falece com algum contexto de infecção ativa, via de regra essa pessoa não pode ser doadora, porque é um risco do órgão que ela está doando estar também com uma infecção”.

“Por exemplo, um caso de sepse, então pacientes que falecem com sepse geralmente eles não são doadores, fora isso alguns casos de câncer também, infecções crônicas tipo HIV, pacientes portadores de HIV, hepatites, algumas infecções dessas também já inviabilizam, porque é um risco você passar o órgão com essa doença, isso são casos gerais, mas há casos específicos de acordo com o órgão”, disse.

Por fim, o doutor Maurício Cerqueira salientou a importância da doação de órgãos, a fim de salvar vidas. “A importância é salvar vidas.  Então, assim, uma pessoa que aceita ser doadora, ela pode salvar cerca de sete a oito pessoas, porque pode doar rim, coração, válvulas cardíacas em modo geral, córnea, pele, fígado. Então, inúmeras pessoas podem ser beneficiadas com isso. E na nossa sociedade a gente ainda fala muito pouco sobre isso”, concluiu.

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