Saúde

Hábito na terceira idade reduz risco de demência em 40%; saiba qual

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Um estudo australiano mostrou que escutar música na terceira idade pode diminuir o risco de demência  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Freepik
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 10/11/2025, às 18h45



Um estudo australiano publicado no International Journal of Geriatric Psychiatry mostrou que escutar música na terceira idade pode diminuir o risco de demência em quase 40%. A pesquisa foi baseada em dados de 10.893 australianos com 70 anos ou mais, que viviam em comunidades de aposentados sem possuir diagnóstico de demência.

Como funcionou

Perguntados sobre o hábito de ouvir ou tocar algum instrumento, as pessoas que "sempre" ouviam música apresentaram 39% menos probabilidade de desenvolver demência após pelo menos três anos de acompanhamento e 17% menos probabilidade de desenvolver formas mais leves de comprometimento cognitivo com relação aos  que nunca, raramente ou às vezes ouviam.

Além disso, eles também apresentaram um desempenho melhor na realização de testes de cognição geral e memória episódica, fundamentais para lembrar de eventos cotidianos.

Em menor escala, a prática de tocar instrumentos mostrou benefícios com 35% menos probabilidade. O nível de escolaridade também  influenciou nos resultados.

"Os benefícios do envolvimento com a música foram mais expressivos em pessoas com maior escolaridade (mais de 16 anos), mas apresentaram resultados inconsistentes no grupo com escolaridade intermediária (12 a 15 anos)", escrevem os autores do estudo em um comunicado.

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De acordo com a pesquisadora de saúde pública Emma Jaffa, da Universidade Monash, na Austrália, autora principal do artigo, os resultados sugerem que "atividades musicais podem ser uma estratégia acessível para manter a saúde cognitiva em adultos mais velhos, embora a causalidade não possa ser estabelecida".

"Ouvir música ativa uma série de regiões do cérebro", explicou Joanne Ryan, epidemiologista neuropsiquiátrica da Universidade Monash e autora do estudo, em uma entrevista de rádio. "Isso proporciona uma estimulação cognitiva que é benéfica e ajuda a reduzir o risco de demência."

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