Saúde

Não é traição: Fenômeno raro faz humanos desenvolverem ‘chifres’ na pele

Reprodução / Mütter Museum / Redes Sociais
Segundo o artigo, os humanos desenvolveram "chifres cutâneos",  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Mütter Museum / Redes Sociais
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 07/11/2025, às 11h56 - Atualizado às 12h42



Um artigo científico relatou um fenômeno raro e curioso que pode acontecer em humanos: o surgimento de “chifres cutâneos”, e, não, não tem nada a ver com traição.

Essas formações são massas de queratina que crescem para fora da pele, lembrando os chifres de animais como cabras e bois. Têm textura dura e formato curvado, podendo variar entre as cores amarela, marrom e cinza, dependendo da quantidade de pigmento e de células mortas acumuladas.

Como se formam
Esses “chifres” aparecem a partir de lesões de pele, geralmente benignas, como verrugas e queratoses seborreicas, muito comuns em pessoas idosas.
Também podem surgir por infecções causadas pelo papilomavírus humano (HPV), o mesmo vírus que provoca verrugas e, em alguns casos, câncer de pele.

Segundo especialistas, entre 16% e 20% dos casos de chifres cutâneos estão ligados a tumores malignos, como o carcinoma de células escamosas, um tipo de câncer que começa na camada externa da pele e pode se espalhar se não for tratado.

Em outras situações, o crescimento está associado a lesões pré-cancerígenas, como a ceratose actínica, que pode evoluir para um carcinoma — às vezes formando o “chifre”, mas nem sempre.

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💉 Tratamento e casos curiosos
Os chifres cutâneos podem aparecer em qualquer parte do corpo, inclusive em locais inusitados como o peito ou os órgãos genitais. Quando surgem no rosto, costumam causar desconforto e constrangimento.

O tratamento consiste na remoção cirúrgica do chifre e de uma pequena parte da pele ao redor.

Em 2024, uma idosa na China chamou atenção da imprensa após desenvolver um chifre de 10 centímetros na testa, que cresceu ao longo de sete anos.
Casos semelhantes já foram apelidados de “chifres de unicórnio” ou até mesmo “chifres do diabo”, dependendo da localização.

O mais famoso aconteceu no século XIX, com Madame Dimanche, uma francesa que desenvolveu um chifre de quase 25 centímetros que pendia abaixo do queixo. Um molde de cera de seu rosto e do chifre está exposto no Museu Mütter, na Filadélfia.

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