Saúde

Masturbação em excesso é um problema? Saiba quando o prazer vira exagero

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Especialistas explicam que não há um número ideal para a masturbação, que varia conforme idade, hormônios e estilo de vida  |   Bnews - Divulgação Freepik
Analu Teixeira

por Analu Teixeira

Publicado em 06/10/2025, às 21h43



A masturbação é um tema que ainda desperta curiosidade e tabu. A pergunta “quantas vezes é normal se masturbar?” aparece com frequência, mas segundo especialistas em sexualidade, não existe um número certo. A frequência varia de pessoa para pessoa e depende de fatores como idade, hormônios, rotina, estresse e estilo de vida. 

O sexólogo clínico Laurent Marchal Bertrand ouvido pelo O Globo explica que a masturbação é um comportamento natural e saudável, desde que não cause sofrimento nem interfira na vida cotidiana.

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“Não há uma quantidade ideal. O que importa é se a prática acontece de forma equilibrada e prazerosa, sem culpa ou prejuízo em outras áreas da vida”, afirma.

De acordo com o especialista, a masturbação oferece diversos benefícios físicos e emocionais. Ela ajuda a aliviar o estresse, melhora o sono, reduz a tensão sexual e contribui para o autoconhecimento. 

“Ao se masturbar, a pessoa aprende sobre o próprio corpo e o que lhe dá prazer. Isso melhora até a vida sexual com o parceiro, porque amplia a consciência sobre o próprio desejo”, explica. 

Estudos apontam que a masturbação é uma prática muito comum, presente em diferentes faixas etárias e gêneros. E mais: ela não é sinal de falta de desejo pelo outro nem de problema sexual. “O prazer solitário faz parte da sexualidade humana. Ele só se torna um problema quando vira compulsão”, reforça o sexólogo. 

Apesar de ser saudável, há situações em que a masturbação pode sinalizar desequilíbrio. O alerta vale quando a prática se torna compulsiva, ou seja, quando a pessoa perde o controle sobre o impulso e isso começa a afetar outras áreas da vida. 

O especialista cita alguns sinais de atenção: sentir necessidade de se masturbar em momentos inadequados, deixar de cumprir tarefas do dia a dia por causa disso, sentir culpa ou vergonha de forma persistente, ou perceber que o ato substitui relações afetivas e sexuais com outras pessoas.

“Se a masturbação passa a ser usada como fuga para lidar com ansiedade, solidão ou tédio constantes, vale buscar ajuda profissional”, orienta. 

É importante diferenciar a líbido naturalmente elevada do comportamento compulsivo. Ter mais desejo sexual não é, por si só, um problema. “Algumas pessoas têm líbido alta e podem se masturbar com frequência sem que isso cause qualquer prejuízo. O ponto de atenção é o impacto que isso traz para a vida cotidiana”, diz o sexólogo. 

Em casos de compulsão, o tratamento pode envolver terapia sexual, acompanhamento psicológico e, em alguns casos, apoio psiquiátrico. O objetivo não é eliminar o desejo, mas restabelecer o equilíbrio e o bem estar. 

A masturbação, em resumo, é uma manifestação natural da sexualidade humana. Não há regra sobre quantas vezes é “normal” se masturbar, o importante é que a prática seja livre de culpa, vivida com prazer e dentro de limites saudáveis. Como reforça o especialista: “O que é saudável para um pode não ser para outro. O corpo e o desejo de cada pessoa têm o próprio ritmo.”

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