Saúde

Medicação injetável que previne o HIV é aprovada pela Anvisa; saiba detalhes

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Com eficácia de 100% em estudos, medicação previne o HIV e promete acelerar o fim da Aids até 2030  |   Bnews - Divulgação Foto: Ilustrativa / FreePik
Natane Ramos

por Natane Ramos

Publicado em 12/01/2026, às 19h28



Nesta segunda-feira (12), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso da medicação lenacapivir injetável para prevenção do HIV, sendo uma opção adicional de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP), uma alternativa de longa duração.

De acordo com a Anvisa, a medicação é indicada para "adultos e adolescentes acima de 12 anos pesando pelo menos 35 kg que correm o risco de adquirir o HIV". Os indivíduos que forem aplicar o medicamento devem testar negativo para a doença antes do uso.

A aprovação da Anvisa ocorreu após uma recomendação da Organização Mundial da Saúde de julho de 2025 para uso do lenacapavir duas vezes no ano. "Embora ainda não tenhamos uma vacina contra o HIV, o lenacapavir é a melhor alternativa: um antirretroviral de longa ação que, em estudos clínicos, preveniu quase todas as infecções entre pessoas em risco", declarou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.

Durante a 5ª conferência internacional sobre a Aids, que aconteceu em Munique, na Alemanha, em 2024, dados publicados no NEJM, Gilead Sciences, mostraram que o antirretroviral lenacapavir tem uma eficácia geral de 100% na prevenção da infecção por HIV-1.

A pesquisa aocmpanhou mais de 2 mil mulheres cisgênero na Uganda e na África do Sul, e o medicamento foi aplicado duas vezes por ano nas pacientes, se mostrando eficaz. A Unaids, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, se manifestou recentemente sobre a importância da medicação e como essa inovação acelerará os esforços para acabar com a Aids como ameaça à saúde pública até 2030.

Para que isso ocorra, a agência da ONU diz que a Gilead deverá assegurar que todas as pessoas tenham seu acesso garantido. A medicação custa cerca de US$ 40 mil por pessoa, por ano. "Garantir o acesso global equitativo a novas tecnologias pode ajudar o mundo a se colocar no caminho para acabar com a Aids como uma ameaça à saúde pública até 2030", pontuou Winnie Byanyima, Diretora Executiva do Unaids.

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