Saúde

Outubro Rosa: Ginecologista explica como a reprodução assistida auxilia mulheres com câncer que querem ser mães

Reprodução/BNews
Sofia Andrade, especialista em oncofertilidade, concedeu entrevista ao BNews  |   Bnews - Divulgação Reprodução/BNews
Gabriela Araújo

por Gabriela Araújo

gabriela.araujo@bnews.com.br

Publicado em 28/10/2024, às 05h30



A ginecologista Sofia Andrade concedeu uma entrevista ao BNews na última quarta-feira (23). Na ocasião, a especialista em oncofertilidade detalhou como a reprodução assistida pode auxiliar mulheres que foram diagnosticadas com câncer de mama e desejam ser mães.

De acordo com a profissional, muitas mulheres que recebem o diagnóstico da doença têm menos de 40 anos e sonham em ter filhos. No entanto, o processo de quimioterapia, essencial no tratamento contra a doença, pode causar infertilidade. 

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“Depois do tratamento, da cura, a paciente vai começar, de novo, aquele projeto de vida [de ser mãe]. Então, como resolver isso? Aí é que entra a reprodução assistida para, antes de iniciada a quimioterapia, trazer a preservação da fertilidade”, iniciou Sofia. 

Na ocasião, ela também detalhou de que forma esse processo é realizado. “Existem alguns mecanismos, mas o mais efetivo, atualmente, é o congelamento dos óvulos. Então, a paciente jovem, na maioria das vezes, vai ter um número de óvulos satisfatórios naquele período. Ela tem o diagnóstico de câncer, mas ainda está jovem”, iniciou. 

“Aí, ao invés de deixar que essa paciente siga para a quimioterapia sem antes ter esse olhar para a reprodução, dentro do período em que ela está se organizando para ir para a quimioterapia [...] a gente aproveita para seguir com estimulação desse ovário e fazer uma coleta dos óvulos”, acrescentou ela.

Ainda de acordo com Sofia, esses óvulos serão armazenados, por meio de técnicas da reprodução assistida, e congelados. “Pode ficar congelado por tempo indeterminado, para quando ela quiser usar, no futuro”, finalizou.

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