Saúde

BNews Outubro Rosa: Como a espiritualidade ajuda pacientes com câncer de mama: “A fé me fez seguir”

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Com um sorriso no rosto, Luciana revela como a fé e a espiritualidade foram essenciais em sua jornada de cura do câncer  |   Bnews - Divulgação Imagem gerada por IA
Analu Teixeira

por Analu Teixeira

Publicado em 17/10/2025, às 06h00



Quando descobriu que tinha câncer de mama, Luciana Silva, na época com 39 anos, sentiu o mundo parar por um instante, mas não deixou o medo tomar conta. Desde o diagnóstico até a cura, a fé foi sua força diária. Entre consultas, exames e o impacto da queda dos cabelos, exames e o impacto da queda dos cabelos, ela escolheu acreditar que Deus e Nossa Senhora estariam com ela em cada etapa. 

“Eu sempre disse: eu vou vencer, eu vou lutar, Deus está comigo e Nossa Senhora vai me ajudar”, conta Luciana, com o sorriso de quem transformou dor em superação. 


A descoberta que mudou tudo

Luciana conta que decidiu participar de um mutirão de cirurgias no Hospital Ouro Negro, em Candeias, para reduzir os seis, o que parecia apenas uma questão estética acabou sendo o início de uma luta pela vida. 

 “Fiz todos os exames, e quando o médico viu a mamografia, disse que eu tinha nódulos. No começo, achei que eram nódulos do leite, porque minha filha mamou pouco. Depois veio a confirmação: era câncer”, relembra. 

Mesmo diante do diagnóstico, Luciana manteve o espírito firme. “Eu achava que não tinha nada, que estava gastando dinheiro à toa. Mas no fundo, sentia que Deus tinha um propósito. E eu confiei.”

Fé, força e um sorriso no rosto

Durante o tratamento, que envolveu radioterapia e o uso do medicamento Tamoxifeno, Luciana encontrou na fé e na alegria as maiores armas para continuar. 

“Eu segui em frente. Eu dançava, brincava, sorria. Para vencer o câncer, a gente não pode pensar que vai morrer. Tem que pensar positivo, dizer:‘Eu vou vencer’. Eu acreditava nisso todos os dias.”

Ela conta que recebia muitas orações de amigos, familiares e pessoas da comunidade e que também fazia as suas próprias preces. “As pessoas rezavam por mim, e eu rezava por elas. Essa corrente de fé que me manteve em pé.”

Entre essas pessoas, uma teve papel essencial: sua filha Kelly, que esteve ao seu lado em todos os momentos. “Kelly foi minha força. Em cada ida ao hospital, em cada noite difícil, ela tava ali, com uma palavra de carinho, com uma oração, me lembrando que eu não estava sozinha. Se hoje eu tô aqui, é também por ela”, disse, emocionada.

O espelho, um novo visual e a descoberta da própria beleza 

Luciana lembra com leveza o momento em que os cabelos começaram a cair. “A médica me avisou que com 15 dias o cabelo ia cair. Quando começou a cair, mandei meu marido chamar a cabeleireira para cortar. Depois olhei e disse: ‘poxa, vou raspar logo’. Ele não queria me dar o espelho, achava que eu ia chorar. Mas quando eu me olhei, eu disse: ‘eu não sabia que era bonita careca’. E comecei a rir.”

O bom humor e a confiança chamavam a atenção até de quem ia visitá-la. “As pessoas vinham achando que iam me consolar, mas eu é que acabava passando força pra elas.”

Uma nova chance e um novo olhar

Três anos após o tratamento um novo nódulo apareceu e o medo poderia ter voltado. Mas Luciana escolheu, mais uma vez, a fé. “Quando vi o caroço, achei que não era nada. Eu trabalhava, dançava, me sentia bem. Mas meu marido insistiu pra eu fazer o exame. E lá fui eu.”

Ela lembra que precisou madrugar para ser atendida no hospital Aristides Maltez, referência em oncologia. “Saí de casa duas horas da manhã, cheguei lá e a fila era enorme. Mas eu pensei: ‘Jesus e Nossa Senhora, se vocês me trouxeram até aqui, é porque vou conseguir e vou vencer’. E consegui, consegui vaga, médico, tratamento, tudo no tempo de Deus.”

Hoje, curada, Luciana ainda segue tomando o medicamento indicado pelos médicos e mantendo o pensamento positivo. Para ela, vencer o câncer foi uma mistura de tratamento, fé e coragem. 

“O câncer acaba com mais pessoas pela mente. Quem acredita que vai morrer, adoece mais. A gente tem que dizer: eu vou lutar, eu vou vencer e ficar em oração. A fé foi o meu remédio.”

Com uma energia contagiante, Luciana gosta de lembrar que o sorriso foi sua melhor resposta à doença. “Eu nunca me deixei abater. A fé me fez seguir e acreditar que a vitória era certa, e ela veio.”

Fé como parte da cura

A fé e a espiritualidade não substituem o tratamento médico, mas podem ser grandes aliadas no processo de cura. A confiança em algo maior ajuda a reduzir o estresse, melhora o bem-estar emocional e fortalece a adesão ao tratamento. Histórias como a de Luciano mostram que, quando corpo e alma caminham juntos, a esperança floresce, e a fé se transforma em combustível para seguir em frente.

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“A fé não curou sozinha, mas me sustentou em todos os dias. E isso fez toda a diferença.” - Luciana Silva. 

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