Saúde

Pigmento encontrado na Amazônia é aposta de inovação de tratamento contra câncer

Reprodução/ ANVISA

Pigmento encontrado no rio Negro pode impedir o transporte das células câncerígenas para outras partes do corpo

Publicado em 27/06/2022, às 15h16    Reprodução/ ANVISA    Redação BNews

Uma substância natural produzida por uma bactéria encontrada no rio Negro, na Amazônia, está sendo estudada como possibilidade de ajudar no tratamento contra o câncer, evitando a metástase.

Uma recém pesquisa realizada por uma estudante de doutorado da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), chamada Patrícia Fernandes de Souza, revelou a descoberta.

A Violaceína, como é chamada, é produzida pela bactéria Chromobacterium violaceum. Durante anos, estudiosos investem tempo e pesquisas sobre a substância, buscando entender em como ela pode ser útil no tratamento da doença.

O laboratório da universidade já estudou a ação dela em vários tipos de câncer como próstata, pâncreas, mama e leucemia.


De acordo com o portal R7, a doutoranda foi orientada por uma professora de bioquímica do instituto  Carmen Veríssimo Ferreira-Halder e com esse auxílio, ela descobriu que a violaceína tem habilidade de bloquear ou diminuir a ação de algumas proteínas que possibilitam o crescimento do tumor.

“De alguma forma, a violaceína acaba desligando vias ou rotas metabólicas que são importantes para manter o tumor vivo e, muitas vezes, manter o tumor agressivo”.

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Na pesquisa, Patrícia descobriu a capacidade do pigmento de impedir o agravamento do câncer colorretal.

Segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer), o segundo tipo de câncer mais frequente, tanto em mulheres como homens, é o colorretal, além disso, geralmente o paciente que descobre o tumor de forma tardia, já que os sintomas demoram a aparecer, fazendo com que isso dificulte o tratamento e possível cura.

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