Ciência

Chip que guarda o DNA humano pode nos salvar da extinção

Foto: Divulgação / Universidade de Southampton
Com capacidade de 360 terabytes, o chip 5D pode manter dados intactos por bilhões de anos, mesmo em altas temperaturas  |   Bnews - Divulgação Foto: Divulgação / Universidade de Southampton

Publicado em 06/06/2025, às 17h40   Dan Gama



Pesquisadores da Universidade de Southampton, no Reino Unido, alcançaram um avanço impressionante ao conseguir armazenar a sequência completa do genoma humano em um chip 5D. Trata-se de uma mídia de armazenamento de altíssima densidade e durabilidade, considerada uma das mais promissoras para a preservação de informações a longo prazo. 

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Segundo os cientistas, o objetivo não é apenas preservar a informação genética humana, mas também criar um arquivo durável da biodiversidade da Terra. Com essa tecnologia, seria possível guardar os genomas de animais e plantas ameaçados de extinção, garantindo que mesmo que essas espécies desapareçam, sua informação genética continue disponível no futuro. 

Esse armazenamento é extremamente durável, não se deteriora com o tempo e pode armazenar até 360 terabytes de dados, com a capacidade de manter essas informações intactas por bilhões de anos, mesmo sob temperaturas elevadas.  

"Sabemos, pelo trabalho de outros [cientistas], que o material genético de organismos simples pode ser sintetizado e usado em uma célula existente para criar um espécime vivo viável em um laboratório", disse o professor Peter Kazansky, líder do estudo, ao portal da Universidade de Southampton.  

O material usado é chamado de “Cristal de memória 5D” e foi desenvolvido pelo Centro de Pesquisa Optoeletrônica (ORC, na sigla em inglês) da Southampton.  

O processo de gravação é realizado com o uso de lasers ultrarrápidos, que criam estruturas nanométricas dentro do cristal, chamadas de “voxels”. Esses pontos, com apenas 20 nanômetros, armazenam as informações em cinco dimensões: além das tradicionais três dimensões espaciais (altura, largura e profundidade), os cientistas também utilizam a orientação e a posição dos voxels para codificar os dados. Daí o nome “memória 5D”. 

A inovação representa um avanço significativo tanto no campo da ciência da computação quanto na preservação do legado biológico da Terra.  

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