Justiça
Publicado em 28/10/2026, às 06h00 - Atualizado às 07h02 Manu Dias/GOVBA Matheus Simoni
Documentos que tramitam em uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) indicam que a Prefeitura de Salvador não ofereceu transporte coletivo regular durante a votação do segundo turno, em 25 de outubro, de forma proposital. A frota de dia útil é exigida por uma decisão do próprio STF, pela resolução do TSE para as eleições de 2026 e por um decreto assinado pelo prefeito Bruno Reis (União Brasil) três dias antes do pleito.
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A principal prova foi obtida pela reportagem do BNews. Trata-se de um termo de inspeção assinado por dois juízes do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) na garagem do BRT, na Avenida Barros Reis. Nele, o supervisor do centro operacional confirmou, por escrito, que "a frota que circula no dia de hoje é inferior à frota que circula durante a semana e que a empresa segue orientação da SEMOB [Secretaria de Mobilidade Urbana]". Com base nesse documento, o presidente do TRE-BA mandou prender em flagrante o secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza.
Papéis apresentados pela própria prefeitura reforçam o quadro. A secretaria admitiu ônibus retidos na garagem G5 e, depois, também nas garagens G1 a G4. Às 13h01, com mais da metade do horário de votação já transcorrido, ordenou às concessionárias que pusessem nas ruas "100% da frota operacional programada para os dias úteis", o que indica que a frota completa ainda não circulava. Para justificar a demora, a prefeitura reconheceu que isso exigia "a alocação extraordinária de centenas de novos veículos".
| Documento | Quem produziu | O que mostra |
| Decreto nº 42.498/2026 (22/10) | Prefeitura | Obrigava todo o sistema a operar com a frota de dia útil, das 6h às 20h do dia da eleição |
| Termo de inspeção (25/10) | Juízes auxiliares do TRE-BA | Supervisor do BRT confirma frota menor que a de dia útil "seguindo orientação da SEMOB" |
| Vídeos e fotos (10h56, 11h05 e 12h23) | Federação Brasil da Esperança | Dezenas de ônibus parados em pátios de garagens durante a votação |
| Ofício Simples nº 196/2026 | Semob | Programação do 2º turno igual à do 1º turno (2.954 viagens), sem comparação com um dia útil |
| Ofícios Circulares nº 300 e 301/2026 (13h01) | Semob | Ordem para pôr 100% da frota de dia útil nas ruas, cinco horas depois do início da votação |
| Petições ao TRE-BA, ao TSE e ao STF | Prefeitura | Admitem retenção nas garagens G1 a G5 e a necessidade de "centenas de novos veículos" |
| Decisões das 11h54 e das 13h15 | Presidência do TRE-BA | Reconhecem a retenção da frota, fixam multa de R$ 1 milhão por hora e mandam prender o secretário |
Com essas provas, a Federação Brasil da Esperança (FE Brasil), integrada por PT, PCdoB, PV, Psol-Rede, PDT e PSB, da coligação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), levou o caso ao STF às 15h46 do dia da votação. O ministro Cristiano Zanin mandou prorrogar o recebimento de votos até as 19h em todo o país, mas a ordem só chegou aos tribunais regionais às 17h49, quando parte das urnas já estava fechada. O mérito, ou seja, se Salvador descumpriu a decisão do Supremo, ainda não foi julgado. Também está pendente o pedido para que prefeitura e empresas entreguem os dados de GPS e bilhetagem que mostrariam quantos ônibus de fato rodaram.
Segundo o processo, obtido pela reportagem, a prefeitura nega ter dado ordem de redução. Atribui o atraso a adesivos com a estrela e o número 13 da campanha de Lula, colados em cerca de 75 ônibus por militantes ligados ao sindicato dos rodoviários. Nas três manifestações que apresentou à Justiça, porém, não contesta a declaração do supervisor registrada pelos juízes.
A reclamação é o instrumento usado para pedir ao STF que faça valer uma decisão sua que esteja sendo desrespeitada. Neste caso, a decisão invocada é a da ADPF nº 1.013, julgada por unanimidade em 18 de outubro de 2023, sob relatoria do ministro Luís Roberto Barroso.
Naquele julgamento, o Supremo fixou duas obrigações para o poder público em dias de eleição:
Para o tribunal, a falta de ônibus no dia do voto pode criar "um novo tipo de voto censitário, que retira dos mais pobres a possibilidade de participar do processo eleitoral". O TSE incorporou a regra ao artigo 23 da Resolução nº 23.751/2026, que diz que reduzir o serviço no dia da eleição pode configurar os crimes eleitorais dos artigos 297 (impedir ou embaraçar o voto) e 304 (recusar o fornecimento normal de transporte) do Código Eleitoral.
Na petição inicial, a coligação pediu ao STF que:
O argumento de urgência era o relógio: "o eleitor que deixou de chegar à seção pela falta de ônibus não terá outra oportunidade de votar neste pleito". Salvador e Feira de Santana, os dois maiores colégios eleitorais do estado, somam 2.386.248 eleitores aptos, segundo dados disponíveis na Justiça Eleitoral.
Às 16h29, a coligação ampliou o pedido. Com base em relatos de outras capitais, solicitou que a prorrogação valesse para todo o país, para manter o encerramento simultâneo da eleição presidencial, e incluiu São Paulo e Teresina como reclamados.
A prefeitura havia prometido gratuidade e frota de dia útil. Um decreto assinado por Bruno Reis, publicado em 22 de outubro, suspendeu a tarifa das 6h às 20h em ônibus, BRT, micro-ônibus e transporte hidroviário. O artigo 3º mandou todo o sistema operar "com toda a frota regularmente disponibilizada em dias úteis".
Na manhã da votação, segundo a denúncia, o sistema rodava com redução "superior a 50%" em relação a um dia útil. Foram enviados ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) vídeos e fotos de dezenas de ônibus parados nos pátios das concessionárias, com o endereço das garagens. Uma inspeção do Procon realizada ao longo do dia identificou ao menos 944 veículos parados em cinco garagens na capital baiana.
A prova mais forte é um termo de inspeção assinado por dois juízes auxiliares do TRE-BA, Antônio Marcelo Oliveira Libonati e Freddy Carvalho Pitta Lima. Eles foram à garagem do BRT, na Avenida Barros Reis, e encontraram "diversos veículos" parados. O supervisor do centro operacional "confirmou que a frota que circula no dia de hoje é inferior à frota que circula durante a semana e que a empresa segue orientação da SEMOB". Ele assinou o documento, atestado a veracidade do que foi identificado pelos magistrados. Confira:
Avisado da determinação do STF, o supervisor disse que mobilizaria motoristas. Até a decisão das 13h15, segundo o TRE-BA, isso não tinha ocorrido.
| Horário | O que aconteceu |
| 21/10 | Federação aciona o TRE-BA contra obras na Estação da Lapa marcadas para a véspera do pleito. A prefeitura depois adiou as obras para o dia 26. |
| 8h08 do dia 25/10 | Foto da fiscalização da Semob, juntada depois pela prefeitura, mostra ônibus amarelos com adesivos de estrela e número 13 numa garagem. |
| 10h11 e 10h30 | Federação informa ao TRE-BA a redução de mais da metade da frota. |
| 10h56 e 11h09 | Chegam ao tribunal vídeos e fotos de ônibus recolhidos nas garagens às 11h05. |
| 11h32 | Federação pede a prisão em flagrante do secretário de Mobilidade, Pablo Souza. |
| 11h54 | Presidente do TRE-BA manda restabelecer 100% da frota em uma hora, sob multa de R$ 1 milhão por hora, com fiscalização da Polícia Civil, inclusive por drones. |
| 12h23 | Vídeo mostra dezenas de ônibus do sistema Integra parados na garagem de Praia Grande, na Avenida Suburbana. |
| 12h42 | Federação lista onze garagens com frota recolhida e diz que a ordem não foi cumprida. |
| 13h01 | Semob envia às concessionárias Ótima e Plataforma ofícios mandando operar 100% da frota de dia útil. |
| 13h15 | Presidente do TRE-BA, Mauricio Kertzman Szporer, ordena a prisão em flagrante do secretário e manda a Polícia Federal às garagens. |
| 15h46 | Coligação de Lula protocola a reclamação no STF. |
| 16h29 | Coligação pede que a prorrogação valha para todo o país. |
| 16h33 | Caso é distribuído ao ministro Cristiano Zanin, que manda estender a votação até as 19h. |
| 17h | Horário oficial de encerramento da votação. |
| 17h49 | Presidente do TSE, Nunes Marques, orienta os tribunais regionais a manter abertas até as 19h as seções que ainda estiverem funcionando. |
| 19h | Prefeitura de Salvador apresenta sua defesa ao STF. |
A federação também afirmou ao TSE que, segundo o sindicato dos rodoviários, as empresas "sequer convocaram os motoristas para o reforço da operação". Disse ainda que, segundo notícia da véspera, o secretário Pablo Souza integraria comitiva da prefeitura em viagem a Paris. Essas duas afirmações não foram comprovadas nos documentos analisados.
Em Feira de Santana, segundo maior colégio eleitoral do estado, com 434.532 eleitores, a prefeitura tinha se comprometido a operar com frota de dia útil das 4h às 21h30. O compromisso veio depois de a Defensoria Pública da União apurar falhas no primeiro turno nos distritos de Maria Quitéria, Matinha e Jaíba, onde eleitores esperaram cerca de duas horas. A coligação diz que, no segundo turno, houve de novo ônibus fora de circulação e longas esperas.
Em Lauro de Freitas, com 162.989 eleitores, a denúncia é de que foram identificados veículos fora de circulação e pontos cheios. Como o sistema é integrado ao de Salvador, a coligação afirma que quem circula entre as duas cidades sofreu "os efeitos somados das duas reduções". Um levantamento anexado pela própria coligação, porém, agrupa as duas cidades e anota ser "necessário separar depoimentos e ocorrências de cada município".
Os anexos citam ainda problemas pontuais no interior baiano: eleitores da zona rural de Tremedal e de Santo Amaro sem transporte, e filas na travessia para a Ilha de Itaparica (Vera Cruz) e na região de Valença. Em Ilhéus e Jacobina, decisões judiciais anteriores ao pleito já exigiam frota de dia útil; o levantamento não confirma falhas nessas duas cidades.
O presidente do TRE-BA, desembargador eleitoral Mauricio Kertzman Szporer, tomou duas decisões no dia da votação. Na primeira, às 11h54, mandou a Semob e cada concessionária recolocarem toda a frota nas ruas em uma hora, sob multa de R$ 1 milhão por hora. Segundo a denúncia, sem ônibus, a gratuidade opera "como mecanismo perverso de desmobilização do eleitorado".
Na segunda, às 13h15, com base no termo de inspeção do BRT, foi além. Como "a orientação para redução da frota partiu da Secretaria Municipal de Mobilidade", determinou:
A prisão foi revogada no dia seguinte em função do secretário estar em Paris, na França, durante agenda oficial. Outro motivo da revogação foi o fim do período de votação, o que acabou 'esvaziando' o motivo de prisão em flagrante. A prefeitura também pediu a revogação do pedido.
A federação chegou a pedir ao presidente do TSE, Nunes Marques, que prorrogasse a votação nos três municípios baianos, já que o TRE não pode alterar o horário de uma eleição presidencial. Até a ida ao STF, não havia decisão conhecida sobre esse pedido. O corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, pediu informações ao TRE-BA, sobretudo sobre Feira de Santana e Lauro de Freitas. Também mandou distribuir senhas às 17h a todos os eleitores presentes nos locais de votação, inclusive nas áreas externas.
Mesmo assim, Kássio Nunes Marques não se manifestou sobre os pedidos de prorrogação, um deles feito pela coligação de Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na eleição do segundo turno.
O ministro Cristiano Zanin, então, decidiu em um parágrafo. Citou "a gravidade dos fatos narrados" e "a urgência evidente" e determinou a prorrogação "até as 19h, horário de Brasília, do encerramento do recebimento dos votos em todas as seções de todo o Brasil, cabendo ao TSE dar cumprimento". A decisão, embora alcançasse a Bahia, não analisou as provas de Salvador.
O pedido original era restrito às três cidades baianas. A ampliação para o país veio no aditamento das 16h29, com o argumento de que a eleição presidencial tem horário único e de que não era possível identificar, antes das 17h, todas as zonas atingidas.
Em uma segunda decisão, Zanin registrou que "as duas candidaturas que disputam as eleições presidenciais no segundo turno alegaram problemas no transporte de eleitores". Informado pelo TSE de que urnas tinham sido fechadas às 17h, determinou:
Na prática, o ofício do TSE aos tribunais regionais saiu às 17h49 e orientou que permanecessem abertas até as 19h apenas "as seções eleitorais que ainda estiverem abertas". Segundo levantamentos independentes, cerca de 35 mil votos teriam sido computados após as 17h em todo o país.
O BNews obteve as manifestações da Prefeitura de Salvador no processo. Através da Procuradoria-Geral do Município (PGM), a gestão nega ter reduzido a frota e diz que a narrativa da coligação está "categoricamente desmentida pela prova documental". A defesa foi apresentada ao TRE-BA, ao TSE e, às 19h, ao STF. Seus principais argumentos:
Como prova dos adesivos, a prefeitura juntou fotos da fiscalização da Semob, com marca de 8h08, de ônibus amarelos com adesivos de estrela e número 13 colados no vidro. Em coletiva de imprensa, Bruno Reis afirmou que esse foi o principal problema que impediu que os ônibus fossem colocados em circulação novamente. Veja:
No entanto, documentos da defesa deixam pontos em aberto. A comparação apresentada é com o primeiro turno, não com um dia útil, que é o parâmetro exigido pelo STF e pelo decreto municipal. E, ao explicar a demora da tarde, a prefeitura reconhece que pôr toda a frota de dia útil na rua exigiu "a alocação extraordinária de centenas de novos veículos" e a convocação de motoristas "que se encontravam em descanso semanal remunerado". A defesa protocolada pela Procuradoria-Geral do Município (PGM) também não comenta a declaração do supervisor do BRT registrada pelos juízes.
A prefeitura de Lauro de Freitas pediu que a reclamação seja julgada improcedente, alegando que não houve ordem da prefeita Débora Régis (União Brasil) para retirar ônibus e que a prova central, a inspeção no BRT, trata de Salvador. Segundo a Semob local, a maior parte do transporte na cidade é metropolitano, regulado pelo governo estadual por meio da Agerba.
O serviço municipal é complementar: 41 veículos da cooperativa Translauf em três roteiros (Parque São Paulo, Capiarara e Jambeiro). A secretaria declarou que operava com "frota normal e gratuita" e que, até as 15h, não havia recebido nenhuma reclamação.
A Prefeitura de Feira de Santana ainda não se manifestou no processo.
Os anexos da reclamação reúnem relatos de falta de transporte em dezenas de cidades. Os principais:
A reclamação ainda não teve o mérito julgado. Zanin decidiu apenas o pedido urgente de prorrogação. Ainda não há decisão sobre um possível descumprimento da ordem do STF por parte de Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas. Também não foi julgado o pedido para que prefeituras e empresas entreguem dados de GPS, bilhetagem e escalas do dia 25, de um domingo e de um dia útil, comparação que pode mostrar quantos ônibus de fato rodaram.
O STF determinou o envio do caso à Procuradoria-Geral da República e ao Ministério Público da Bahia para apurar crimes eleitorais e de responsabilidade.
Ao BNews, a prefeitura de Salvador informou que utilizou no segundo turno a mesma frota de ônibus do primeiro, cuja operação, segundo o município, ocorreu sem problemas relevantes. A gestão afirmou que a programação foi definida previamente e comunicada ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). Também atribuiu os atrasos registrados nas primeiras horas da votação a uma ação de apoiadores de um candidato à Presidência, que teriam tentado impedir a saída de ônibus das garagens sem adesivos de propaganda eleitoral. A Prefeitura reconheceu impactos na operação e afirmou ter trabalhado para normalizar o serviço até as 10h.
"Frota de ônibus do segundo turno em Salvador foi a mesma utilizada no primeiro, quando não houve registros de problemas
A Prefeitura disponibilizou no segundo turno das eleições presidenciais exatamente a mesma frota de ônibus utilizada no primeiro turno, quando a operação ocorreu sem problemas relevantes. A programação foi definida com antecedência, publicada no Diário Oficial do Município e comunicada ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA).
De acordo com o secretário municipal de Mobilidade (Semob), Pablo Souza a resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não determina a circulação de 100% da frota nos dias de votação, mas estabelece a necessidade de garantir transporte adequado à demanda. Ele destacou que a operação adotada pela Prefeitura foi a mesma utilizada, inclusive, em eleições anteriores, levando em consideração as características específicas da movimentação de passageiros nesses dias.
“A gente adotou a mesma operação que fizemos no primeiro turno, quando tivemos apenas duas reclamações”, afirmou.
Importante frisar, ainda, que Salvador foi a capital brasileira com maior redução da abstenção em pontos percentuais. A capital baiana teve queda de 4,37 pontos percentiais, o que representa um aumento de mais de 85 mil eleitores.O secretário também comparou a operação de Salvador com a de outras capitais brasileiras e com o transporte metropolitano da Bahia, administrado pelo governo estadual. Segundo ele, a utilização de uma frota proporcional à demanda é uma prática comum em diferentes cidades, independentemente da orientação política de seus gestores.
Adesivaço – Pablo Souza afirmou que o principal fator que diferenciou a operação do segundo turno foi uma ação de apoiadores de um dos candidatos à Presidência da República, que realizaram um adesivaço em ônibus do transporte público, provocando atrasos na saída dos veículos das garagens.
De acordo com o secretário, as concessionárias começaram a retirar os adesivos de propaganda eleitoral dos veículos, diante da proibição de utilização de equipamentos públicos para esse tipo de publicidade. Ao tomar conhecimento da situação, ele determinou que nenhum ônibus deixasse de circular por causa dos adesivos.
“O que houve de fato novo no segundo turno, diferente do que aconteceu em qualquer outra eleição, foi uma ação sistemática de apoiadores de um determinado candidato. Esses apoiadores fizeram um adesivaço e estavam buscando impedir que os ônibus saíssem sem propaganda eleitoral”, declarou.
O secretário reconheceu que a situação provocou impactos na operação durante as primeiras horas da manhã, mas ressaltou que a Prefeitura atuou para restabelecer o serviço e garantir o transporte gratuito dos eleitores. “Houve, sim, um impacto operacional relevante. É importante dizer isso com muita transparência e seriedade. O trabalho da secretaria foi buscar, até as 10 horas da manhã, normalizar essa situação e superar esse desentendimento”, acrescentou.
GPS dos ônibus – Pablo Souza também afirmou que a Secretaria de Mobilidade está encaminhando ao TRE-BA os registros de GPS dos ônibus que circularam no domingo. Segundo ele, todos os veículos da frota municipal possuem monitoramento 24 horas por dia, o que permitirá comprovar a programação adotada e a movimentação dos coletivos."
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