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Publicado em 31/07/2024, às 06h39 Foto de Joanna Kosinska na Unsplash Marco Dias
A indústria alimentícia, que deveria ser sinônimo de nutrição e bem-estar, esconde um lado obscuro: a fraude. Um vídeo que viralizou nas redes sociais, mostra a produção de uma castanha de caju falsa na Índia, chamando a atenção para a prática que, embora não seja inédita, traz preocupações sobre a segurança alimentar em todo o mundo.
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De acordo com a BBC, uma pesquisa publicada em 2024, analisou mais de 15 mil registros de fraudes entre 1980 e 2022, identificando os dez alimentos mais fraudados do mundo:
O levantamento completo ainda tem o registro de outros dez itens, incluindo suco de laranja, leite de cabra, vinho, carne de frango, carne moída, uísque, outras bebidas alcoólicas, açafrão, azeite de oliva virgem e o óleo de gergelim.
Brasil:
No Brasil, a situação não é diferente. De acordo com dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), os dez alimentos de origem vegetal mais fraudados em 2023 foram os seguintes:
Consequências:
As consequências da fraude alimentar vão além do prejuízo financeiro. A adulteração de alimentos pode representar riscos à saúde, como alergias e intoxicações, além de prejudicar a reputação de produtores e marcas.
A adição de água em carnes, a substituição de azeite de oliva por óleo de soja e a adulteração de mel com xarope de milho são apenas alguns exemplos das práticas ilegais que ocorrem na cadeia produtiva.
Como identificar:
Para o consumidor, identificar uma fraude alimentícia é um desafio, já que as alterações são muitas vezes imperceptíveis.
A recomendação é desconfiar de preços muito abaixo do mercado, procurar por selos de inspeção e estar atento a qualquer mudança significativa no sabor, textura ou aroma dos produtos.
Ao identificar uma possível fraude, o consumidor deve entrar em contato com os órgãos de defesa do consumidor e denunciar o caso.
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