Saúde
Publicado em 23/10/2025, às 06h00 Foto: Ilustrativa / FreePik Natane Ramos
Um estudo do National Center for Biotechnology Information apontou como a atividade física após um diagnóstico de câncer de mama pode reduzir o risco de morte causado pela doença. A pesquisa destaca que, para as mulheres que enfrentam ou superaram o câncer de mama, a prática de exercícios após o diagnóstico registra uma redução de 40 a 50% no risco de recidiva.
Analisando este contexto, destaca-se a importância das atividades físicas, principalmente dos esportes, como aliados na recuperação, além de auxiliarem na autoestima da paciente. Pensando nisso, o BNews convidou a Dra. Marilea Souza, médica gastroenterologista do Hospital Santo Amaro e maratonista, para falar sobre como os esportes impactam no processo de recuperação emocional e física das mulheres.
"A atividade física está relacionada à redução do risco de câncer de mama por reduzir a obesidade, bem como ajuda na recuperação de mulheres diagnosticadas com câncer de mama. A atividade física atua na melhorando a força muscular, resistência cardio respiratória, redução da fadiga, ansiedade e tristeza, aumento da autoestima, menor risco de recidiva e mortalidade, melhora da memória, sono e bem-estar social com interações sociais", declarou a profissional.
A especialista informa que todas as modalidades esportivas contribuem de certa forma para a autoestima e qualidade de vida, principalmente quando associado a algo que a paciente goste de fazer. A Dra. Souza explicou alguns dos exercícios que se destacam neste quesito. Confira:
Apesar da importância da prática de esportes, a doutora revela que existem desafios enfrentados por mulheres que passaram pelo diagnóstico ao iniciar a rotina de exercícios. Sendo eles: fadiga intensa e baixa energia; dor e limitação de movimento, especialmente após cirurgias; medo de agravar lesões ou causar dor; alterações emocionais como ansiedade e falta de motivação e necessidade de adaptações personalizadas conforme o tratamento e estágio.
"Daí a necessidade de olhar individualmente cada paciente e verificar quais as necessidades individuais para este enfrentamento de forma personalizada e individualizada", comentou Dra. Marilea Souza, reforçando a importância do acompanhamento médico.
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