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Clima chuvoso faz exportação de frutas cair no primeiro semestre, diz associação

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As principais culturas prejudicadas foram as de manga, uva e maçã

Publicado em 20/07/2022, às 17h11    Pixabay    Redação BNews

As exportações de frutas do Brasil caíram 11% no primeiro semestre de 2022, na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo os dados da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), o principal motivo foi o clima chuvoso. As principais culturas prejudicadas foram as de manga, uva e maçã.

De acordo com reportagem da CNN, a redução no volume e no valor exportados é explicada pela perda da produtividade e qualidade dos frutos produzidos, provocada por uma incidência de chuvas maior que a esperada para o período.

A safra de maçãs, por exemplo, reduziu 30% na colheita em decorrência da estiagem ocorrida no Sul do país, o que reduziu o tamanho da fruta e afetou a produtividade do plantio.

Segundo o diretor executivo da Abrafrutas, Eduardo Brandão, mesmo com a expectativa de melhoras para o segundo semestre, os resultados deste ano não devem superar o de 2021. “A previsão para os próximos meses é de clima favorável, o que provavelmente resultará na melhoria da qualidade das frutas e da produtividade. Com isso, voltaremos a crescer. Sabemos que, devido desempenho no primeiro semestre, será difícil superarmos 2021. Porém, o volume das exportações cresce nos últimos seis meses do ano. Assim, estamos na esperança de ao menos igualar aos números”, afirma.

Ainda de acordo com o site, outra questão que impacta a fruticultura brasileira é a variação da demanda europeia. A América Central costuma enviar grandes quantidades de frutos ao continente. No entanto, fenômenos geopolíticos, como a Guerra na Ucrânia, afetam diretamente a demanda.

Este ano, a exportação de laranja apresentou a maior queda, com 95% do peso enviado. na sequência aparecem a tâmara, que caiu 94%, maçã, com 63% e tangerina, com 62%. Também tiveram redução as exportações de uvas (45%), ameixas (38%), cerejas (34%), mamões e mangas (17%), além de caquis e peras (1%).

Por outro lado, durante o período, algumas frutas registraram aumento do volume exportado, como melão (9%), limão (14%) e melancia (20%).

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