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Confira 5 dicas de cuidados com pet idoso

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Médico veterinário listou cuidados necessários com pet idoso  |   Bnews - Divulgação Ilustrativa / FreePik
Natane Ramos

por Natane Ramos

Publicado em 16/10/2024, às 12h00



O envelhecimento faz parte da vida tanto para os humanos quanto para os animais de estimação. Com esse passar de tempo, os cães e gatos começam a mostrar uma fraqueza significativa, exigindo um cuidado e atenção maiores dos seus tutores.

O médico veterinário da Vetnil, Kauê Ribeiro, destacou cinco dicas de cuidados fundamentais para os cães.

"Em primeiro lugar, é importante entender alguns conceitos. Os termos ‘idoso’ e ‘sênior’ se referem à funcionalidade, ou seja, um cão ou gato é considerado sênior quando diminui a atividade física, ganha ou perde peso, apresenta perda muscular e desenvolve outras mudanças físicas e comportamentais relacionadas à idade, o que pode acontecer mais precoce ou tardiamente. Já os termos ‘geriátrico’ e ‘velho’ fazem referência unicamente à idade cronológica dos pets, quanto tempo se passou desde o nascimento. Por isso, ao falar sobre idade numérica, é preferível o termo geriátrico", declarou.

Confira a lista com os principais cuidados:

  1. Check-ups frequentes

O médico-veterinário destacou a importância de consultas frequentes ao perceber os sinais de envelhecimento no animal. "Dessa forma, o ideal é que exames e avaliações sejam feitos pelo menos a cada seis meses para um pet em idade avançada que esteja saudável, a fim de monitorar e manter sua saúde", informou.

  1. Alimentação

A alimentação correta também é fundamental para que o cachorro envelheça com qualidade de vida. "Além de buscar novas formas de oferecer as refeições, incluindo alimentos úmidos e de odor mais atrativo, fazer a suplementação com vitaminas, minerais e antioxidantes, como o ômega 3, pode ajudar a garantir o bom funcionamento de seu organismo", comentou Kauê.

  1. Higiene

Outro importante ponto é a higiene do animal. De acordo com o médico-veterinário, esse cuidado tem que estar presente durante toda a vida do cão ou gato. "A rotina de higiene deve ser constante, com banhos regulares (quando houver indicação veterinária), corte das unhas e escovação dentária. Isso também vale para a prevenção de pulgas e carrapatos. Embora estejam velhinhos, não podemos esquecer desses cuidados básicos. Afinal, higiene também é saúde", declarou.

  1. Atenção ao ambiente

Os animais idosos demandam atenção especial, principalmente com o local em que vivem. "Animais idosos podem ter sua mobilidade reduzida em virtude de condições como a osteoartrite ou outras doenças articulares. Por isso, o conforto e a segurança devem ser priorizados: escadas e pisos escorregadios devem ser evitados, rampas e pisos antiderrapantes podem ser instalados, e facilitar de forma geral o acesso à caminha e a locais normalmente frequentados pelo pet também pode ajudar", aconselhou.

  1. Prática de exercícios

Apesar de muitos pets idosos não terem a mesma energia para atividades físicas, ainda é necessário pequenos exercícios. "É importante para a saúde física e mental dos animais uma rotina de exercícios, que pode incluir passeios para evitar o sobrepeso e promover socialização com outros animais, no caso de cães, especialmente. Basta respeitar seu ritmo e limite de distância, assim como optar por horários com temperaturas mais amenas. No caso dos gatos, nem sempre os passeios são viáveis, por isso é importante investir em enriquecimento vertical (instalação de prateleiras, mas avaliando a capacidade física de acessá-las) e incentivar brincadeiras que promovam maior atividade do felino", informou.

"Um animal idoso não é o mesmo que um animal doente ou incapaz de realizar suas atividades básicas, porém, com o envelhecimento, eles se tornam mais suscetíveis a enfermidades. Sinais como o surgimento de pelos esbranquiçados, perda sensorial e falta de energia durante as atividades físicas, devido a uma menor massa muscular, podem ser os primeiros indícios de senioridade. Alterações no sistema imunológico, cardiovascular, renal ou ainda, na pele e nas articulações, passam a ser mais comuns, o que exige maior atenção para a possibilidade de doenças crônicas. Para qualquer alteração apresentada, é sempre recomendada a busca por ajuda veterinária", finalizou Ribeiro.

Confira:

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