Justiça

Gilmar Mendes sai em defesa de Moraes e crítica possível sanção dos EUA

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Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que é "grande" a possibilidade de sanções ao ministro  |   Bnews - Divulgação Gustavo Moreno/STF
Redação

por Redação

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Publicado em 22/05/2025, às 18h35



O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), saiu em defesa de Alexandre de Moraes após o governo norte-americano admitir a possibilidade de adotar sanções contra o magistrado.

Em uma postagem nas suas redes sociais nesta quinta-feira (22), Mendes afirmou  que “não se pode admitir” interferência de outros países nas ações da justiça brasileira para proteger direitos garantidos pela Constituição.

“Não se pode admitir que agentes estrangeiros cerceiem o exercício da jurisdição doméstica na tutela de garantias constitucionais. A autonomia normativa representa imperativo da autodeterminação democrática”, afirmou em publicação no X (ex-Twitter).

De acordo com o ministro, cada país tem o direito de criar e aplicar suas próprias leis, e isso é essencial para a sua democracia. Gilmar Mendes defendeu ainda a regulamentação de plataformas digitais e o estabelecimento de parâmetros para discursos de ódio.

“A experiência brasileira mostrou nos últimos anos que câmaras de eco e manifestações extremistas corroem os fundamentos republicanos. Cabe a cada Estado, mediante aparato institucional próprio, salvaguardar preceitos democráticos”, disse na publicação.

Na quarta (21), o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, foi questionado pelo deputado republicano Cory Mills (Flórida) sobre a possibilidade de sanções contra Alexandre de Moraes, usando como base a Lei Magnitsky, legislação que permite aos Estados Unidos punir estrangeiros acusados de violações de direitos humanos.

“Isso está sob análise neste momento, e há uma grande possibilidade de que isso aconteça”, disse Rubio ao confirmar o questionamento do deputado.

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