Justiça

“Justiça não se faz atrás só de mesa e cadeira”, diz presidente da OAB de Paulo Afonso

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Fábio Rangel celebrou a chegada da sede da Justiça Federal em Paulo Afonso  |   Bnews - Divulgação Victoria Cardozo/ Bnews
Claudia Cardozo

por Claudia Cardozo

claudia.cardozo@bnews.com.br

Publicado em 06/11/2025, às 17h04



A nova sede da Justiça Federal em Paulo Afonso, no norte da Bahia, representa mais do que uma obra concluída. Para o presidente da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no município, Fábio Rangel, o espaço simboliza o fortalecimento da presença do Judiciário na região e o compromisso de aproximar a Justiça dos cidadãos.

“A Justiça Federal de Paulo Afonso sempre foi uma parceira muito forte com a OAB. Sempre tivemos essa parceria institucional e acompanhamos de perto essa prestação de serviço. O doutor João Paulo Piropo tem sido, desde quando chegou, um marco fora do comum em responsabilidade social. O trabalho dele é feito com insistência na busca pela justiça. É um magistrado diferente. E, além do prédio, o que vemos agora é o reforço do compromisso da Justiça com o cidadão. Hoje temos um espaço moderno que vai atender bem, do jeito que o cidadão gosta de ser atendido”, disse.

O presidente também lembrou que a história da cidade está ligada à energia elétrica e à antiga Chesf. “Há um tempo, a gente foi percebendo que a Chesf foi se afastando da comunidade. E a Axia agora vem nessa nova política de voltar ao passado e retrazer para a população o serviço que tanto precisa”, afirmou.

Durante a entrevista, Rangel ressaltou a importância da presença dos magistrados nas comunidades. “Justiça não se faz atrás só de mesa e cadeira. Está no dia a dia, isso a gente percebe não só na Justiça Federal, mas também na Justiça Estadual. Os magistrados precisam estar presentes, entender a rotina da população para que se faça justiça de verdade. Olhar apenas a lei fria e crua não é fazer justiça”, disse.

Segundo ele, o papel da OAB tem sido sensibilizar o Judiciário sobre as diferenças regionais e a importância de estar próximo da realidade local. “Cada região tem sua peculiaridade, e Paulo Afonso é diferente de outras partes do estado. Questionado se o juiz João Paulo não estivesse na cidade, se ele teria o mesmo olhar que tem hoje sobre os problemas da cidade e apontaria as soluções que vem apontando, o advogado respondeu: “Quando eu digo que ele tem um diferencial, é porque ele está aqui há quase 15 anos. Ele entende a população, as necessidades, e aplica a lei levando isso em conta. A gente cobra que todos os magistrados façam o mesmo: que estejam próximos, conheçam o povo e compreendam as realidades para que tenhamos justiça de verdade”, completou.

Rangel também comentou sobre os desafios da advocacia local, que enfrenta a distância dos grandes centros e limitações de estrutura. “Paulo Afonso é uma cidade afastada, muitos dizem até que estamos distantes de tudo. E por isso mesmo a nossa subseção é muito forte institucionalmente, tem esse contato direto com o Judiciário e outras instituições. Essa relação próxima motiva os magistrados a entenderem que os advogados, que são a voz da população, precisam deles aqui”, afirmou.

O presidente destacou ainda o apoio da seccional baiana da OAB e o trabalho das gestões anteriores que ajudaram a consolidar a subseção. “A presidente Daniela Borges e toda a diretoria da OAB Bahia têm nos ajudado muito. Tudo o que pedimos, tudo o que buscamos junto ao Judiciário, temos sido atendidos. Paulo Afonso e a subseção daqui são um diferencial dentro da Bahia. Esse trabalho começou há muito tempo, com doutor Isaac, doutora Socorro, depois Rodrigo e agora na minha gestão. É um trabalho de continuidade, de construir todo dia mais um pedacinho dessa história”, disse.

Hoje, segundo Rangel, todas as varas da comarca contam com juízes titulares, o que representa uma conquista para a advocacia local. “Hoje, posso estar enganado, mas acredito que a única que ainda não tem juiz titular é o juizado de Cícero Dantas. O que vemos aqui é fruto de um trabalho conjunto, feito a muitas mãos, há muito tempo. E quem vem pra Paulo Afonso acaba ficando, porque é uma cidade acolhedora. Quem bebe da água do São Francisco, volta sempre."

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