Justiça

VÍDEO: Procurador-Geral da Bahia diz que sistema prisional é o 'cérebro das facções'

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Durante Lançamento do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, Pedro Maia afirma que unidades prisionais não podem ser "escritórios do crim  |   Bnews - Divulgação SEAUD/PR
Antonio Dilson Neto

por Antonio Dilson Neto

Publicado em 12/05/2026, às 15h18



O Procurador-Geral de Justiça da Bahia e presidente do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG), Pedro Maia, defendeu nesta terça-feira (12) uma reforma profunda na gestão do sistema prisional brasileiro como pilar para derrotar as facções.

Durante o lançamento do programa Brasil Contra o Crime Organizado, no Palácio do Planalto, Maia destacou a necessidade urgente de impedir que as cadeias continuem operando como centros logísticos das organizações criminosas.

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Em seu discurso direcionado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o procurador pontuou que, embora os direitos dos custodiados devam ser respeitados, o Estado não pode permitir que o sistema prisional funcione como o "cérebro" das ações ilícitas.

Aquele que está custodiado sob a guarda do Estado brasileiro tem que ter seus direitos respeitados, mas tem que ter um tratamento que não permita que esses espaços sejam os escritórios do crime"

Asfixia financeira e inteligência

Pedro Maia celebrou o investimento na qualificação dos sistemas prisionais estaduais e ressaltou que o enfrentamento moderno exige inteligência e, principalmente, o corte do fluxo de dinheiro das facções.

Para o chefe do MPBA, a cooperação entre os entes federados e o uso de ferramentas de asfixia financeira são os caminhos para desarticular a logística do crime.

Ele também classificou o PL Antifacção como uma ferramenta estratégica para a Segurança Pública.

O PL Antifacção trouxe instrumentos para a recuperação célere dos ativos oriundos do crime organizado, para que se possa justamente aparelhar as forças de segurança nesse enfrentamento"

Classificação Indicativa: Livre

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