Justiça

Traficante condenado pela morte do jornalista Tim Lopes vai para prisão domiciliar

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Tim Lopes foi morto em 2002, no Rio de Janeiro  |   Bnews - Divulgação Divulgação

Publicado em 05/07/2024, às 13h42   Cadastrado por Sanny Santana



O traficante Elizeu Felício de Souza, conhecido como Zeu, foi beneficiado com a prisão domiciliar após ter cumprido 13 anos e sete meses dos 23 anos de condenação pelo assassinato do jornalista Tim Lopes. Zeu foi liberado na última quinta-feira (4) do Instituto Penal Vicente Piragibe, em Gericinó, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

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Como parte da prisão domiciliar, Elizeu tem um prazo de cinco dias para comparecer à Central de Monitoramento da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) para receber uma tornozeleira eletrônica. 

Dos traficantes envolvidos no crime, Zeu era o único que ainda cumpria pena em regime fechado. Dois dos envolvidos haviam morrido, sendo eles Elias Maluco, mandante do assassinato, e Xuxa. Elias foi achado morto em uma cela no presídio federal de Catanduvas, no Paraná, em 2020, já Xuxa foi morto em uma troca de tiros com policiais do Bope em 2013. Os outros quatro envolvidos já estavam em liberdade.

Zeu havia fugido do Instituto Penal Edgar Costa, em Niterói, em julho de 2007, quando estava aproveitando o benefício da progressão para regime semiaberto. Na ocasião, ele já havia cumprido a sexta parte da pena no Bangu III e conquistado o regime semiaberto após realização de exames psicológicos e avaliação disciplinar pela Seap.

As investigações apontaram que Zeu foi responsável por queimar o corpo de Tim Lopes. A prisão do traficante ocorreu quando ele se entregou à polícia durante uma operação no Complexo do Alemão, em 28 de novembro de 2010, após passar três anos foragido. O traficante era um dos integrantes da alta cúpula do Comando Vermelho (CV) e liderava o Complexo do Alemão, da Penha, Palmerinha e Tuiuti.

A morte de Tim Lopes, de 52 anos, ocorreu em junho de 2002, na comunidade Vila Cruzeiro. O jornalista foi assassinado durante a investigação de denúncias de que menores eram obrigados a participar de bailes, se prostituir e usar entorpecentes. Tim Lopes tinha mais de 30 anos de profissão e costumava realizar matérias nas comunidades do Rio.

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