Economia & Mercado

Black Friday: Pesquisa diz que mais de 100 sites falsos são criados por dia; entenda

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Levantamento da Redbelt Security apontou criação de 1.296 sites com ofertas falsas entre os dias 17 de outubro e 4 de novembro  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Pixabay

Publicado em 12/11/2024, às 07h52   Publicado por Vagner Ferreira



Com a proximidade da Black Friday, que vai acontecer no dia 29 de novembro, o dia dedicado à campanha de descontos no setor varejista acende o alerta para os consumidores. A consultoria de cibersegurança Redbelt Security apontou a criação de, aproximadamente, 1.296 sites com ofertas falsas durante os dias 17 de outubro e 4 de novembro.

De acordo com informações do portal Veja, do número total, 533 foram elaborados nos últimos cinco dias, se configurando como uma média diária de 107 novas páginas de compras durante 24 horas. Visto isso, a previsão é que o número de sites fraudulentos com tal finalidade triplique até a data da campanha. 

O CEO da Redbelt Security, Eduardo Lopes, explica que essa modalidade de golpe é feita ao longo do ano, mas intensificada durante a Black Friday, período em que o aumento de procura é maior. Assim, os golpistas buscam atingir grande número de vítimas. “Surgem grandes ‘forças-tarefas’ de grupos hackers para disseminar estas páginas, muitas vezes impulsionando os sites com anúncios no Facebook ou Instagram”, informou ele na reportagem da Veja.

No ano passado, os órgãos de defesa do consumidor contaram com mais de 10.000 denúncias voltadas para o comércio virtual, e assim, uma a cada cinco queixas envolveram vendas enganosas referente a não entrega do produto. 

O diretor de proteção e defesa do consumidor da Senacon, Vitor Hugo do Amaral, alerta em reportagem que o consumidor tenha cuidado na hora de escolher os sites e verifique a reputação das empresas através do Consumidor.gov.br ou o portal Reclame Aqui. “Os criminosos estão constantemente se atualizando e reinventando; portanto, nosso foco é bastante voltado à educação do consumidor e ao alinhamento com os Procons estaduais e municipais”, disse.

Ele recorda também que a internet pode ser utilizada como aliada na detecção de golpes. “Em casos de sites que simulam grandes marcas conhecidas, é importante checar se a loja exige informações excessivas no momento da compra, ou se está ‘redirecionando’ o usuário para outras páginas antes da transação”, afirma. 

Um ponto que deve ser levado em consideração acerca da criação desses sites é o uso da inteligência artificial, que facilita na produção de imagens, áudios, vídeos e chamadas IAs generativas. No entanto, foram detectadas também quadrilhas virtuais que utilizam de notícias falsas geradas por pessoas fictícias.

O  diretor da consultoria de cibersegurança Oficina1, Jaime Wikanski, explica que a ‘clonagem virtual’ tem se aprimorado com o tempo e permitido fraudes e falsos atendentes para enganar clientes. “Mesmo ao buscar informações antes de uma compra, o usuário corre o risco de estar conversando com uma pessoa gerada por IA como se fosse um profissional real”, ressalta.

“Os golpistas usam todas as táticas disponíveis, antigas e novas, e a velha dica de ouro é sempre desconfiar das promoções e consultar outros clientes antes de uma transação”, acrescenta.

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