Economia & Mercado
Publicado em 07/11/2024, às 12h56 Publicado por Vagner Ferreira
Um dia de descontos e ofertas no setor varejista. Assim surgiu a Black Friday, uma proposta de origem norte-americana, realizada sempre na última sexta-feira de novembro. A data foi escolhida para suceder o feriado de Ação de Graças, visando o aumento do consumo para o início do inverno no Hemisfério Norte, que acontece em dezembro, e as compras do período natalino. A celebração tem origem na década de 50.
O Brasil não ficou de fora e adotou a proposta em 2010. As adaptações, no entanto, foram feitas para se adequar a realidade do país, se estendendo para todo o mês de novembro, podendo ser chamado de ‘Black Month’, ou até mesmo, de ‘Black November’. No início, as ofertas e os descontos chamaram a atenção dos consumidores. No entanto, atualmente, os preços não têm atraído os clientes, que ano após ano, têm feito severas críticas.
A antecipação pode ter relação com o pagamento do salário, feito por muitas empresas no 5º dia útil do mês. Assim, o consultor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia (Fecomércio-BA), Guilherme Dietze, ressalta para o fato de que no final do mês o dinheiro do trabalhador é mais escasso.
“Se a gente ficasse somente na sexta-feira, que esse ano é no dia 29 (de novembro), a gente perderia muitas vendas porque as pessoas recebem no início do mês. O importante é que o empresário trabalhe o mês todo”, explicou, em entrevista ao jornal Correio.
A Fecomércio-BA apontou em levantamento de que o setor deve ter aumento de 9% em comparação ao mesmo período do ano passado, com rendimento de R$ 16 bilhões. Um dos fatores que contribuem para a alta das vendas é a primeira parcela do 13º salário, que deve ser feita até o dia 30 deste mês.
Outro fator observado para este ano foi o aumento de empregados formais, que foi de 9%, composto por 3,11 milhões de pessoas no mercado de trabalho, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
“Um ponto importante também é que não há uma briga com o Natal. São duas datas diferentes e compras diferentes, muito mais pessoais (na Black Friday). As pessoas procuram mais celulares, bens duráveis, sejam as fritadeiras elétricas, computadores”, pontuou Guilherme Dietze.
‘Black’ Friday
Segundo informações do portal InfoMoney, o termo foi utilizado pela primeira vez em 1951, quando funcionários lojistas falavam que estavam doentes no dia após a Ação de Graças, dia em que não eram reembolsados, para garantir folga.
Depois, na década de 60, o conceito foi utilizado pelo Departamento de Polícia da Filadélfia, que precisava lidar com o caos no trânsito na cidade devido às compras nos dias após a Ação de Graças.
No entanto, a reportagem aponta que a ‘Black Friday’, como que é compreendida nos dias atuais, surgiu em 1981, após os varejistas esperarem alta nos lucros semestrais, buscando sair do ‘vermelho’, ou seja, do negativo, para o ‘preto’, no caso, o positivo. Assim, os lojistas passaram a abrir as lojas e operar com grandes descontos para incentivar o consumo.
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