Economia & Mercado
por Henrique Brinco
Publicado em 01/03/2026, às 08h49 - Atualizado às 08h53
A evolução patrimonial de Daniel Vorcaro entre 2018 e 2023 chamou atenção em meio às turbulências envolvendo o Banco Master, instituição que ele assumiu ao comprar o então problemático Banco Máxima. A informação é do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
No período, segundo declarações de Imposto de Renda que constam em uma ação cível em tramitação no Tribunal de Justiça de São Paulo, seu patrimônio saltou de R$ 218 milhões para R$ 1,4 bilhão.
O crescimento ocorreu enquanto o banco enfrentava acusações de fraudes. Paralelamente, Vorcaro ampliava investimentos e diversificava ativos. Em 2023, declarou ter aplicado R$ 47,3 milhões em “relógios e obras de arte”.
Na ocasião da separação, transferiu ainda R$ 12 milhões em “joias, relógios e obras de arte” para a ex-mulher, Fabíola. Em 2018, quando se tornou banqueiro, informara possuir R$ 2 milhões nesse tipo de bem.
Os investimentos imobiliários também contribuíram para a expansão patrimonial. Em 2018, ele adquiriu um apartamento de 999 metros quadrados na Rua Leopoldo Couto Magalhães Junior, no Itaim Bibi, em São Paulo, por R$ 4,9 milhões. Três anos depois, o mesmo imóvel foi declarado por R$ 23,5 milhões.
Somente em 2022, na pessoa física, Vorcaro desembolsou R$ 51 milhões na compra de apartamentos, casas e lotes em Belo Horizonte e Nova Lima, em Minas Gerais, consolidando uma trajetória de forte valorização de ativos no período.
Além disso, apesar de comandar uma instituição que remunerava CDBs a 140% do CDI, Vorcaro declarou à Receita Federal que mantinha, em 31 de dezembro de 2022, R$ 44,8 milhões aplicados em CDBs do BTG Pactual, banco que oferecia taxas em linha com o mercado.
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