Economia & Mercado
A nova fase da Operação Sem Refinamento, deflagrada nesta sexta-feira (14), recolocou o empresário Ricardo Magro no centro das investigações sobre irregularidades no mercado de combustíveis. Dono do grupo Refit, ele é alvo de mandado de prisão e teve o nome incluído na lista vermelha da Interpol. A mesma ação policial também mira o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.
A ação aprofunda apurações sobre suspeitas de sonegação fiscal em larga escala, lavagem de dinheiro e atuação de organizações criminosas no setor. Empresas ligadas ao grupo são investigadas por movimentar recursos em esquemas de fraude tributária monitorados há anos por órgãos federais.
Ele é chamado de “maior sonegador” porque o grupo dele, a Refit, aparece como o maior devedor de ICMS de São Paulo e um dos maiores devedores da União, com dívidas tributárias que passaram de R$ 26 bilhões segundo apurações da Receita Federal.
Empresário com atuação internacional
Ricardo Magro vive em Miami, nos Estados Unidos, desde a década passada. Nos bastidores das investigações, é tratado como peça-chave em estruturas financeiras ligadas ao setor de combustíveis.
Ele controla a Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro, e mantém negócios também nos Estados Unidos e em Portugal.
Caso ganha dimensão política
O nome do empresário entrou no radar político nos últimos dias após ser citado como possível tema de conversa entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. A discussão estaria inserida em um contexto mais amplo de cooperação internacional no combate ao crime organizado e a crimes financeiros.
O episódio ocorre em meio a debates nos Estados Unidos sobre a possibilidade de classificar facções brasileiras, como o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho, como organizações terroristas.
Histórico de investigações
Magro acumula passagens por diferentes apurações ao longo dos últimos anos, incluindo casos envolvendo fundos de pensão e suspeitas de corrupção. Ex-advogado do ex-deputado Eduardo Cunha, ele chegou a ser preso em 2016 em investigações sobre desvios envolvendo Petros e Postalis, mas acabou absolvido posteriormente. Os desvios, de acordo com o Ministério Público Federal, somariam pelo menos R$ 90 milhões dos fundos Petros e Postalis.
Mais recentemente, empresas ligadas ao grupo Refit foram citadas pelo Ministério Público de São Paulo em investigações sobre adulteração de combustíveis e fraudes fiscais.
Refinaria já foi alvo de operação
A Refinaria de Manguinhos, principal ativo do grupo, também já esteve no centro de ações das autoridades. A unidade foi alvo da operação Carbono Oculto e chegou a ser interditada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.
Com a nova ofensiva da Polícia Federal, o nome de Ricardo Magro volta a figurar entre os principais investigados em casos envolvendo o setor de combustíveis no país.
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