Economia & Mercado
por Leonardo Oliveira
Publicado em 03/05/2026, às 20h51
A famosa marca brasileira de fast-food saudável focada em açaí, OakBerry, deve fechar diversas lojas no mundo, por conta de ligações com o Banco Master. A franquia, sócia do banco, tornou-se um dos maiores fenômenos de açaí do planeta. No entanto, R$ 150 milhões de um dos bancos mais polêmicos do Brasil pode estar bloqueado pela Justiça.
A OakBerry surgiu em 2016 em São Paulo e em menos de uma década tornou-se uma rede com mais de 2.000 lojas espalhadas pelo mundo, de Nova York a Dubai. Porém, a história que parecia se tornar um sucesso extraordinário tinha como um sócio escondido Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Expansão e fechamento
Zettel era CEO da Moriah Asset, holding que injetou R$ 150 milhões na OakBerry. O dinheiro foi utilizado para recomprar franquias e acelerar a expansão internacional da marca. No entanto, em 2024, o Banco Central liquidou o Banco Master por fraudes financeiras e a Justiça suspendeu as atividades da Moriah Asset por suspeita de lavagem de dinheiro.
Com esse grande problema, em vez de captar recursos de fundos tradicionais, a OakBerry aceitou dinheiro de uma holding que funcionava no mesmo edifício da Viking Participações, empresa controlada pelo próprio Vorcaro. No mercado, a Moriah era descrita como o braço direito de Vorcaro para investimentos no setor de wellness.
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Com esses recursos, a OakBerry abriu lojas próprias em mercados internacionais de altíssimo custo, com escritórios em Miami e expansão acelerada na Europa. Mas com as atividades suspensas e os ativos bloqueados da Moriah, as lojas financiadas por esse capital ficaram sem estrutura de suporte, o que pode gerar o fechamento em mercados estratégicos no exterior.
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