Polícia

Caso Benício: Erro com adrenalina levou à morte de menino de 6 anos, aponta polícia

Reprodução TV Globo
A criança recebeu adrenalina intravenosa em vez de inalação, resultando em overdose e morte.  |   Bnews - Divulgação Reprodução TV Globo
Juliana Barbosa

por Juliana Barbosa

juliana.barbosa@bnews.com.br

Publicado em 03/05/2026, às 21h17



A morte do menino Benício, de 6 anos, em um hospital particular de Manaus foi causada por um erro grave no atendimento, segundo a polícia. O caso foi mostrado no Fantástico deste domingo (3). 

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O caso aconteceu em novembro de 2025 e, segundo a investigação, a criança recebeu adrenalina na veia, o que causou uma overdose. O correto seria a aplicação por inalação. 

O menino deu entrada no Hospital Santa Júlia com tosse seca e sem sinais de gravidade. Mesmo assim, a médica Juliana Brasil prescreveu o medicamento de forma intravenosa. 

A aplicação foi feita pela técnica de enfermagem Raiza Bentes, mesmo após a mãe questionar o procedimento. Pouco tempo depois, Benício passou mal e foi levado para a emergência. 

Ele ficou cerca de 14 horas internado, mas não resistiu. 

Investigação aponta falhas 

Segundo a polícia, o erro aconteceu no início do atendimento. A equipe da UTI seguiu os procedimentos corretos depois que o quadro se agravou. 

Durante a investigação, mensagens no celular da médica chamaram atenção. De acordo com o delegado Marcelo Martins, ela trocava mensagens sobre vendas e recebia Pix enquanto acompanhava o caso.  

“É uma prova muito forte de que ela estava totalmente indiferente em relação ao que aconteceria com Benício”, disse. 

A médica foi indiciada por homicídio doloso com dolo eventual, quando a pessoa assume o risco de causar a morte, além de outros crimes. Ela responde ao processo em liberdade. 

A técnica de enfermagem também foi indiciada pelo mesmo tipo de crime, por não seguir o procedimento correto de aplicação do medicamento. 

Hospital também é alvo 

A investigação apontou que o hospital funcionava com menos funcionários do que o necessário e sem farmacêutico no momento. Por isso, os diretores foram indiciados por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, mas há falha ou negligência. 

Em nota, o hospital informou que ainda não foi oficialmente comunicado e que está à disposição das autoridades. 

Família cobra justiça 

Os pais de Benício pedem punição. 

 “Os responsáveis precisam ser punidos pelo que aconteceu, até mesmo para que outras crianças, outras famílias não venham passar o que a gente está passando”, disse a mãe, Joyce Xavier de Carvalho. 

O caso pode ir a júri popular. 

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