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Rui Costa sugere conspiração nacional para tirar Leão do grupo: 'Não quero acreditar'

Foto: Secom/GOVBA

Rui Costa afirmou que saída de João Leão gerou tristeza e decepção

Publicado em 30/03/2022, às 09h27 - Atualizado às 09h35    Foto: Secom/GOVBA    Vinícius Dias

Tristeza, decepção e incredulidade. Esse foi o resumo da fala do governador Rui Costa (PT) ao comentar a saída do vice-governador João Leão (PP) e seu partido para a base do ex-prefeito ACM Neto (União Brasil), após 8 anos de parceria. Rui Costa ainda afirmou que escuta especulações dando conta de que a saída de Leão já estava articulada e a entrevista do Senador Jaques Wagner foi somente um bode expiatório para justificar a cisão.

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"Eu sempre digo para as pessoas que a política é muito dura, cruel se ficar só no âmbito da política. Eu tento ultrapassar e ir para a relação pessoal, familiar, de afeto e às vezes você se decepciona e com o caso de nosso vice ficou tristeza e decepção. Eu tinha uma relação muito afetuosa, carinhosa. Inexplicável isso", afirmou Rui Costa.

O governador deu a afirmação na manhã desta quarta-feira (30) em entrevista à rádio Metrópole.

"Se um amigo seu, íntimo, não for feliz numa entrevista eu vou brigar com você? Aconteceu tudo muito rápido, tão rápido que tem gente que me diz que estava tudo previamente articulado com o partido nacionalmente", disse.

As alegações de Rui são em referência a dois dos caciques do PP nacional: o ministro-chefe da Casa Civil de Bolsonaro, Ciro Nogueira, e o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. 

"Eles torciam e trabalharam pelo rompimento. Prometeram muita coisa para estimular o rompimento. Teve influência forte de Bolsonaro, seu ministro e nosso adversário [ACM Neto]. A informação que eu tenho é que nosso adversário se reuniu com Lira e o ministro de Bolsonaro para articular isso", declarou Rui Costa.

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