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"Querem seja o epicentro e não é bem assim", comenta presidente de página de Carnaval sobre o festejo

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Presidente do Somos Carnaval concorda que deveria ocorrer uma fiscalização mais rígida antes de autorizar festejo

Publicado em 28/11/2021, às 06h31    Divulgação    Brenda Viana

Já dizia Washington Bell Marques da Silva, mais conhecido como Bell Marques: “morrerei de saudade, junto com a felicidade que o vento levou!”. A sensação de estar órfão de um bom Carnaval ainda ronda, não só os baianos, como também os turistas do Brasil e quem acompanha o axé fora do país.

Se para quem é louco pela maior festa de rua do mundo sente falta da folia por conta da pandemia do novo coronavírus que ainda circula no país, imagina para quem se dedica 24 horas nas redes sociais ao Carnaval e as micaretas? Esse é o caso de Augusto Rabello, presidente da página ‘Somos Carnaval’, no Instagram há cinco anos e apaixonado por Salvador. 

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Youtuber, blogueiro, repórter, apresentador, presidente de uma legião de mais de 73 mil seguidores com 104 grupos no aplicativo de mensagem [ de micareta, Carnaval, blocos, cidades, cruzeiro, festivais] e, de quebra, ainda é pai de duas crianças que seguem os mesmos passos: o amor pelo axé, bem típico de canceriano. Na página, ele dá dicas para pessoas que gostam do Carnaval e, também, para aqueles que querem se aventurar nas capitais durante os dias festivos.

Entretanto, o último Carnaval que o ‘presida’, apelido carinhoso que os ‘embaixadores’, vulgo seguidores chamam, foi em 2020. Este ano, Rabelo não saiu para curtir e seguiu em casa em meio ao aumento de casos que ocorria em Brasília, onde mora com a família. 

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Ainda há incertezas sobre a possibilidade de ocorrer o festejo em 2022 por conta dos casos de Covid-19 que varia de estado para estado. Mas para Augusto, é algo para se pensar.

“Nós amamos o carnaval, dois anos sem os festejos. Mas ao mesmo tempo, entendo que o carnaval está sendo tratado de uma forma muito diferente de outros setores. Você vê jogos de futebol, uma aglomeração normal acontecendo, mas querem de alguma forma que o carnaval seja o epicentro e não é bem assim. A gente concorda que precisa ser regulado, mas ele não pode ser simplesmente ignorado. É emprego, é renda, movimentação em diversos setores da economia. Precisa olhar com atenção para o evento”, explica ao BNews.

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Apesar de concordar que deveria ocorrer o Carnaval no próximo ano, o ‘presida’ compreende que ainda é necessário observar as taxas de contaminação. Além disso, Augusto já averigua, por parte dos foliões, as opiniões sobre a festividade.

“Desde o início da pandemia até hoje trocando ideias, perguntando, escutando, interagindo e tentando entender a cabeça do folião no Carnaval. Eu diria que está muito dividido hoje em dia. vc tem uma parte do pessoal que entende que não é o momento pra ter carnaval e outra parte que entende que é o momento pra ter Carnaval. Eu, particularmente, fico dividido e um pouco triste, desanimado que talvez não tenhamos o carnaval de 2022, porque nós amamos o Carnaval”. 

Com a legião de seguidores, Augusto avalia a possibilidade [de anos atrás] de ter um bloco de Carnaval com artistas nacionais em 2023, principalmente após o reality show ‘Toca o Som’, que ocorreu em 2020 em meio a pandemia, totalmente online e conseguiu dar visibilidade para vários artistas que cantam axé pelo Brasil e ainda são desconhecidos no cenário nacional.

“Podemos chamar artistas do mundo inteiro para poder tocar neste trio elétrico e participar do projeto. Temos um conceito que permite pleitear, junto aos editais da prefeitura, as parceiras possíveis um bloco de Carnaval. O Carnaval de Salvador precisa de reinventar. Nós reunimos as condições para 2023 ter um bloco de Carnaval, com modelo diferente, com propostas novas. A experiência do folião em primeiro lugar e o fortalecimento da exposição de novos nomes do axé, o axé precisa se renovar”. 

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