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A disputa pela herança de Gal Costa, uma das maiores vozes da MPB, trouxe à tona uma realidade financeira que chocou muitos fãs da cantora. O esperado grande patrimônio, condizente com a relevância e a importância da artista, se mostrou bem mais modesto.
Seu filho, Gabriel Costa Penna Burgos, e sua companheira, Wilma Petrillo, chegaram a um acordo judicial para dividir o que restou — mas o legado financeiro está distante dos R$ 30 milhões que chegaram a ser especulados. As informações são do portal Folha de São Paulo.
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Levantamentos apontam que Gal deixou dívidas que somam ao menos R$ 1,5 milhão. Além disso, o patrimônio da cantora começou a se dissolver ao longo das últimas décadas, especialmente a partir dos anos 1990, com a venda de imóveis por valores abaixo do esperado.
Até a sua morte, o único bem que Gal ainda possuía era a casa onde morava no bairro dos Jardins, em São Paulo, adquirida por R$ 5,2 milhões em 2020. O imóvel, avaliado hoje entre R$ 8 milhões e R$ 9 milhões, deverá ser vendido e a renda dividida entre Gabriel e Wilma. Enquanto isso não ocorre, Wilma pode continuar morando no local.
Gal construiu grande parte de seu patrimônio durante os anos 1980, período de seus maiores sucessos comerciais, como Chuva de Prata e Um Dia de Domingo, e adquiriu imóveis de alto valor no Rio de Janeiro. Porém, a partir de 1995, iniciou a venda dessas propriedades.
Em 1997, por exemplo, um dos imóveis foi vendido para o diretor Boninho por R$ 450 mil (cerca de R$ 2 milhões em valores atualizados). Mesmo com grandes sucessos musicais, sua vida financeira parece ter sido marcada por dificuldades. Advogados relataram renegociações de dívidas e empréstimos bancários que contribuíram para um desequilíbrio econômico.
Além dos imóveis, Gal também acumulava débitos através de suas empresas, incluindo a GMC Produções Artísticas, com uma dívida de mais de R$ 1 milhão em impostos, além de ações trabalhistas pendentes. Wilma, que gerenciava a carreira da cantora desde 1995, afirmou ter feito o possível para evitar a falência de Gal, mas que os problemas financeiros da cantora também refletiam um comportamento extravagante.
Com a venda da casa dos Jardins, os royalties gerados pela obra artística de Gal continuarão a gerar rendimentos para seus herdeiros por até 70 anos, conforme a lei de direitos autorais. Contudo, o futuro da administração desses bens culturais e outros investimentos, como joias e obras de arte que possam ter restado, ainda é incerto.
O acordo entre Wilma e Gabriel trouxe um desfecho pacífico à disputa, mas a complexidade da situação financeira de Gal Costa revela que, muitas vezes, a riqueza de uma artista não corresponde à sua grandiosidade no cenário cultural.
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