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Atriz da Globo cancela peça após saber que Moro lançaria livro no mesmo espaço

Waldemir Barreto/Agência Senado

Além do protesto da atriz da Globo, outros artistas também protestaram na porta do teatro

Publicado em 10/12/2021, às 07h56    Waldemir Barreto/Agência Senado    Redação BNews

A atriz global Ana Beatriz Nogueira cancelou a sua peça de teatro “Um dia a menos” depois de saber que o ex-juiz Sergio Moro lançaria nesta quinta-feira (10) seu livro no mesmo espaço, no Rio de Janeiro.

No início da noite, durante o evento de Moro, artistas protestaram na porta do teatro, localizado na Zona Sul da cidade.

Eles questionaram o por que o espaço abriu as portas para um candidato a presidente que integrou o governo Bolsonaro, conhecido por não desenvolver políticas para a área cultural.

A atriz anunciou o cancelamento da sua peça, que seria realizada no próximo mês, em seu perfil no Instagram.

Campanha

O pré-candidato à Presidência da República pelo Podemos lançou seu livro “Contra o sistema da corrupção” na segunda (7) em um teatro de São Paulo. Cerca de 300 participaram do evento.

Para o público presente, Moro fez um discurso sobre a operação Lava Jato, contéudo da sua obra. Além disso, ele disparou ironias ao presidente Jair Bolsonaro (PL), em um tom de campanha.

Terceira via

O ex-juiz se isolou dos adversários mais diretos pelo terceiro lugar, a chamada terceira via, na corrida eleitoral do próximo ano. A sétima rodada da pesquisa Genial/Quaest mostra que, embora seus índices estejam atrás do ex-presidente Lula (PT), com 46%, e do presidente Jair Bolsonaro (PL), com 24%, ele apresenta 11% da preferência do eleitorado.

“Moro está vagarosamente ocupando um espaço de quem é nem Lula, nem Bolsonaro”, diz Felipe Nunes, diretor da Quaest. “Mas ele precisa modular o discurso. A rejeição é muita alta, só abaixo da de Bolsonaro: 61% das pessoas que conhecem o ex-juiz dizem que não votariam nele”.

O ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT) tem 5%, o governador de São Paulo João Doria (PSDB) tem 2% e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), 1%.

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