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Cantor Gerônimo comenta que Carnaval indoor é “retrô do apartheid”

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Publicado em 03/12/2021, às 14h02    Divulgação    Redação

Longe dos palcos desde o começo da pandemia, o cantor Gerônimo não escondeu seu descontentamento ao falar sobre o novo modelo de Carnaval em Salvador, indoor, por conta da pandemia do novo coronavírus. 

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Em conversa ao portal M!, na rádio Nova Brasil FM, nesta sexta-feira (03), o cantor, que já criticou o público durante o evento-teste, disse que esses eventos são um "retrô do apartheid, em que o carnaval só era para poucos". Mas, apesar desse pensamento, aceitaria fazer o show, caso recebesse patrocínio.

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O dono do hit “Eu Sou Negão” ainda completou falando que há uma preocupação, da parte dele, sobre o Carnaval de rua. Segundo Gerônimo, nenhum artista de nome de Salvador fará uma festa em bairros mais afastados. 


"Nenhum artista de peso vai querer fazer carnaval em bairro, a não ser que tenha muito dinheiro envolvido (...). Se o povo tomar a rédea de fazer carnaval na rua me preocupa, porque os governos vão colocar polícia que vai bater, porque é proibido. O povão não vai compreender nunca o porquê daquela casa em frente a ele está fechada só para alguns entrarem, se tiver dinheiro, brincar o carnaval lá aglomerado. Está estranho, a pandemia está mudando o comportamento, não sei se é para pior ou melhor", comenta. 

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