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A Justiça do Trabalho da Paraíba condenou o influenciador Hytalo Santos nos processos de dois antigos seguranças que trabalhavam para ele. A decisão foi tomada a partir do reconhecimento de situações de assédio moral e, em um dos casos, também assédio sexual, além de condições consideradas precárias.
O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 13ª Região determinou que o influenciador pague R$ 60 mil em indenizações por assédio, metade do valor para cada um dos profissionais.
Israel Vicente, marido de Hytalo, e empresas vinculadas ao influenciador foram responsabilizados solidariamente pelos pagamentos.
Segundo o Metrópoles, consta nos autos do processo que Hytalo Santos costumava circular pela casa de "calcinh"a na presença dos funcionários e, quando estava alcoolizado, tratava a equipe com gritos, xingamentos e abraços invasivos.
Diego Galdino é um dos seguranças e trabalhou para Hytalo de fevereiro de 2023 até março de 2025. No caso de Elidinaldo Araújo , que trabalhava armado, houve prestação de serviços de agosto de 2024 até março deste ano. Entre os relatos está o de uma testemunha ocular que afirmou ter flagrado toques físicos inconvenientes, incluindo situações em que o influenciador passou a mão em partes do corpo do funcionário enquanto ele estava no volante.
A acusação também destacou que o profissional sempre buscava companhia para evitar ficar sozinho com o influenciador no mesmo local. O tribunal entende que esse comportamento deixa claro o desconforto enfrentado pelo profissional e afasta a possibilidade de consentimento.
Os funcionários também relataram que não podiam usar os banheiros internos e eram obrigados a procurar um sanitário externo, descrito judicialmente como inadequado. Os relatos ainda mencionam alegações de exposição a atos sexuais, monitoramento por câmeras mesmo durante a troca de roupas e acesso não autorizado ao celular de um trabalhador. De acordo com a sentença, tinha no banheiro a presença de fezes, urina de animais e lixo.
Hytalo Santos e as empresas foram condenados de forma solidária a assinar as carteiras de trabalho dos seguranças e a pagar o retroativo de todas as verbas legais: as horas extras, adicional noturno, domingos em dobro, férias, 13º salário, aviso-prévio e FGTS com multa.
Um dos funcionários, que recebia R$ 15 mil, teve reconhecido o adicional de periculosidade de 30%; enquanto o outro, a condenação trabalhista chegou a R$ 119.969.
A defesa do influenciador e de suas empresas negou as acusações. Ao Metrópoles, o advogado de Hytalo, Julio Camargos, afirmou que as sentenças são de primeiro grau, “por juízo singular, sem trânsito em julgado e integralmente sujeitas aos recursos e medidas cabíveis”.
O advogado alega que os casos não correspondem à veracidade dos fatos. Os processos estão sob sigilo na Justiça.
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