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Hytalo Santos é processado por ex-funcionária que denuncia abuso e apelido racista; saiba detalhes

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Hytalo Santos é alvo de investigação no Ministério Público do Trabalho por possíveis irregularidades em contratos  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais
Edgar Luz

por Edgar Luz

edgar.luz@bnews.com.br

Publicado em 04/06/2025, às 08h36



Além da apuração criminal conduzida pelo Ministério Público da Paraíba desde dezembro de 2024, que investiga denúncias de exploração infantil e corrupção de menores, o influenciador Hytalo Santos e seu marido, Israel Natan Vicente, conhecido como Euro, também são alvos de investigações trabalhistas por parte do Ministério Público do Trabalho da 13ª Região.

De acordo com informações do jornal Extra, pelo menos sete processos tramitam na Justiça do Trabalho movidos por ex-funcionários do casal. As ações, que seguem em sigilo judicial, apontam possíveis abusos em vínculos empregatícios. Uma dessas ações foi movida por uma ex-assessora que trabalhou com Hytalo entre abril e agosto de 2023.

Segundo a denúncia, apesar de receber um salário mensal de R$ 8 mil, a ex-funcionária não tinha vínculo formal de trabalho, sem registro em carteira nem contracheques. Ela afirma que sua jornada ultrapassava, com frequência, as 14 horas diárias — muito além das 44 horas semanais combinadas inicialmente.

Nos autos, a defesa da ex-assessora também relata que ela foi obrigada a alugar um carro para desempenhar suas funções, mas o veículo acabou sendo utilizado pessoalmente por Hytalo e Euro. As multas recebidas por infrações de trânsito foram lançadas em seu nome. Além disso, o casal teria feito compras com o cartão de crédito da funcionária, o que gerou uma dívida crescente.

O processo também inclui um pedido de indenização por danos morais. Ela afirma que, no momento de sua demissão, foi coagida a assinar um acordo de R$ 35 mil em troca de não acionar a Justiça, o que acabou aceitando por já estar com uma dívida de R$ 22 mil. No mesmo dia, seu celular teria sido retirado por um dos filhos adotivos do casal, permanecendo em posse dele por três horas, período no qual mensagens e conversas foram apagadas.

A situação de trabalho descrita gerou até um apelido pejorativo para a assessora entre colegas e pessoas próximas ao casal: “Isaura”, em referência à personagem escravizada da novela Escrava Isaura. A defesa alega que a apelidação carregava não só conotação racista, como também reforçava o ambiente abusivo a que ela era submetida.

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