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A cantora Márcia Freire quebrou o silêncio sobre o que motivou a sua decisão de não participar de um show em comemoração ao 45 anos da banda Cheiro de Amor, que, atualmente, está sob o comando de Raquel Tombesi. O evento acontecerá nesta quinta-feira (23), no Teatro Casto Alves, em Salvador, e vai receber Alinne Rosa, Vina Calmon, Carla Visi, Laurinha Arantes e Serginho Pimenta.
Em entrevista ao jornalista Osmar Marrom, do Correio, Márcia, que comandou o grupo musical no auge da Axé Music, com hits como “Rebentão”, “Canto ao Pescador” e “É um Auê”, citou um desentendimento com o sócio fundador da banda, Windson Silva. “Depois de ser chamada de velha, não poderia aceitar essa homenagem do Cheiro”, declarou.
“Todos ficaram sabendo que uma vez a Destaque [produtora do Carnatal na capital do Rio Grande do Norte] queria fazer uma homenagem pra mim no Carnatal e essa homenagem causou um problema muito forte com o Cheiro de Amor. O Cheiro ligou pra lá, e Windson entrou na minha página pra me esculhambar e falou depois com Carla, que é minha irmã, que agora ia ser eu ou ele... Causou uma polêmica tão grande, para essa que seria uma homenagem da Destaque”, contou Márcia.
Segundo Windson, ele não foi contra a homenagem para a artista, mas pediu que a Cheiro de Amor também fosse celebrada.
“A minha crítica, em momento nenhum, foi à Márcia Freire. O que eu contestei a Destaque foi ter feito os 25 anos do Carnatal sem a banda Cheiro de Amor, no site da Destaque e na postagem de Claudio Porpino, que era o presidente do bloco Caju com Sal, e eu contestei dizendo que não era correto”, afirmou.
“A vida toda, tudo foi feito pelo Cheiro de Amor, e eles estavam simplesmente não homenageando quem de fato deveria ser homenageado. Mas em momento nenhum questionei a presença de Márcia Freire, porque ela também deveria ser homenageada”, acrescentou.
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