Geral
por Leonardo Oliveira
Publicado em 28/05/2025, às 16h00
Imagine ver seu parceiro flertando com outra pessoa e, em vez de sentir apenas ciúme, experimentar uma sensação inesperada de alegria. Foi exatamente isso que aconteceu com Camila Vasconcelos, psicanalista de 38 anos, ao ver Thiago Dias, seu companheiro, dançando com outra mulher em uma festa. O que ela sentiu é chamado de compersão – um termo pouco conhecido, mas que vem ganhando espaço nas conversas sobre amor e liberdade.
Afinal, o que é compersão? Trata-se de um sentimento de felicidade ao ver quem você ama feliz com outra pessoa. O termo, que não existe nos dicionários, surgiu entre comunidades poliamorosas nos Estados Unidos nos anos 1990 e representa uma verdadeira reviravolta na forma como encaramos o amor e o ciúme.
Camila e Thiago sempre quiseram experimentar a não monogamia, mas adiavam o início por inseguranças e imprevistos. Tudo mudou após aquela festa. “Senti ciúme, mas também uma satisfação em ver os dois felizes”, conta Camila. A partir dali, o casal decidiu abrir a relação e explorar novas possibilidades, compartilhando suas experiências – e desafios – nas redes sociais.
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Mas será que compersão elimina o ciúme? Especialistas explicam que não. A socióloga Ana Canosa afirma que os dois sentimentos podem coexistir, funcionando como um dilema interno: “Posso sentir medo da perda e, ao mesmo tempo, felicidade pelo parceiro”. Já Regina Navarro Lins, psicanalista, defende que novos termos ajudam a entender emoções antes invisíveis: “O novo assusta, mas é fundamental refletir sobre crenças e valores para viver melhor”.
Camila também acredita que o ciúme é natural, mas não precisa dominar a relação. “Eu não deixo ele criar um ninho na minha cabeça”, diz. Para ela, o segredo está em desconstruir a ideia de posse e enxergar o outro como um indivíduo livre para ser feliz.
E você, já pensou sobre como seria sentir compersão em vez de ciúme? Será que é possível transformar a insegurança em alegria ao ver quem amamos feliz, mesmo que com outra pessoa? Ao menos a história de Camila e Thiago mostra que pode ser mais surpreendente do que imaginamos.
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