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Para além do shape: Saiba quais exercícios oferecem mais riscos nas academias e podem gerar consequências graves

José Cruz/Agência Brasil
Especialistas alertam sobre os perigos de exercícios como supino, abdominal suspenso e agachamento livre com barra.  |   Bnews - Divulgação José Cruz/Agência Brasil
Redação Bnews

por Redação Bnews

lucas.pacheco@bnews.com.br

Publicado em 07/12/2025, às 15h46



A morte de Ronald José Salvador Montenegro, de 55 anos, em uma academia de Onlina, na Região Metropolitana do Recife, reacendeu o debate sobre os riscos oferecidos por alguns exercícios físicos quando executados inadequadamente e sem o apoio de um profissional habilitado. 

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O homem morreu após deixar cair uma barra de supino sobre si enquanto treinava. Ele estava praticando o exercício quando o equipamento escapou de suas mãos e atingiu o tórax. 

De acordo com especialistas, atividades executadas fora de máquinas, ou seja, com pesos livres, são as que merecem mais atenção. São considerados perigosos, além do supino, por exemplo:

  • abdominal suspenso invertido;
  • exercícios na polia;
  • barra fixa;
  • agachamento livre com barra.

Abdominal suspenso invertido

Visando o fortalecimento do abdômen, o aluno faz o movimento invertido, de cabeça para baixo, com o corpo suspenso em uma barra. Por causa da forma de execução, o risco de queda com possibilidade de fraturas na coluna e em outras regiões do corpo, além de machucados na cabeça é grande.

Em 2013, a jornalista Maria Eugênia Bispo, também em Pernambuco, caiu durante uma série de abdominais e fraturou a coluna. Ela somente voltou a andar após três cirurgias e mais de um ano de fisioterapia.

Exercícios na polia

Esses exercícios são realizadas em um aparelho que utiliza cabos puxados com roldanas e polias. A força aplicada é direcionada e o músculo é mantido sob tensão durante todo o treino.  

"Em exercícios como o crucifixo, é importante que você esteja consciente do movimento e utilizar uma carga controlada para que não tenha nenhuma lesão no ombro, como uma ruptura, por exemplo. Alguns exercícios na polia também trazem risco, como a remada alta em pé. Se a pessoa estiver puxando a carga com toda força e o "chicote" torar, pode acertar o rosto ou a pessoa cair", diz Ayla Silva, profissional de educação física ouvida pelo G1 Pernambuco

Barra fixa

Exercícios feitos na barra fixa são aqueles em que o aluno sobe em uma estrutura de ferro em um aparelho e utiliza os músculos dos braços e das costas, com o peso do próprio corpo.

"Na barra fixa, é importante ter cuidado na pegada para que você não escorregue e caia. São movimentos que existem bastante cuidado e a pessoa não pode negligenciar pelo excesso de confiança. A gente tem a confiança de que: 'ah, eu consigo fazer bem, isso não vai acontecer comigo', e acaba se expondo ao risco. É importante ter cautela e orientação [profissional] de uma forma geral", diz Ayla Silva.

Agachamento livre com barra

No agachamento livre com barra, o aluno agacha as pernas segurando uma barra apoiada sobre as costas, na altura do pescoço. O movimento, se feito incorretamente, pode causar danos à coluna.  

Aumento de carga

A progressão de carga também é outro ponto associado a lesões e riscos nas academias. A avaliação do profissional de educação física é indispensável para essa ação, embora ela pareça inofensiva. 

Segundo o presidente do Conselho Regional de Educação Física (Cref) da 12ª Região/Pernambuco, Lúcio Beltrão, grande parte dos riscos  em exercícios de msuculação estão relacionados, na maioria dos casos, à execução incorreta ou  excesso de carga utilizada.

"É importante sempre realizar exercícios físicos com orientação exclusiva de um profissional de educação física e seguir exatamente o que é prescrito na ficha de treino. Além disso, priorizar a execução correta da técnica para só depois pensar na progressão gradual do treino e carga", disse.

Classificação Indicativa: Livre

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